Cientistas da agência Copernicus informaram na última quarta-feira (10/9), que a superfície dos oceanos registra temperaturas recordes há exatos 100 dias. Segundo o alerta, o trimestre de junho a agosto de 2026 foi o mais quente da história, com impactos sobre o clima e os ecossistemas.
O alerta dos cientistas acontece uma semana depois do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) alertar que o mundo ultrapassou temporariamente a temperatura média global de 1.5 C. Para a porta-voz do Greenpeace Brasil, Bruna Cabral, um oceano permanentemente aquecido altera profundamente o seu próprio funcionamento.
“Como esse calor acumulado não desaparece, ele se torna um motor contínuo da crise climática. Na prática, o impacto chega diretamente à vida das pessoas por meio da perda da biodiversidade, da insegurança alimentar e do desencadeamento de eventos climáticos extremos, aprofundando a vulnerabilidade de quem já vive na linha de frente do desastre climático”, explica Bruna Cabral.
Na visão do porta-voz do Greenpeace, o cenário de um oceano superaquecido fica mais preocupante com o El Niño em curso. A especialista explica que com água do mar mais quente, a água evapora mais rápido e transfere calor contínuo para a atmosfera, alterando correntes marinhas e gerando danos graves aos ecossistemas aquáticos.
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Em comunicado, o Greenpeace Brasil reforça que uma ação conjunta e abrangente para abandonar os combustíveis fósseis, promover uma transição justa que seja rápida, equitativa e devidamente financiada nos países do Sul Global, e acabar com a destruição das florestas até 2030 deve ser o centro das políticas governamentais para que o mundo volte o mais rápido possível a marca de 1,5°C.
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do Metrópoles
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por José Augusto Limão.




