O ministro tinha cobrado esclarecimentos das comissões de Saúde da Câmara dos Deputados e do Senado sobre medidas que foram tomadas para garantir a transparência das indicações. Dino é relator da investigação que apura suspeitas de desvios de emendas.
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Em nota, a Câmara disse que foi anexada toda a documentação que demonstra que cada indicação foi deliberada e aprovada. “Na resposta, a Advocacia da Câmara sustenta também que os beneficiários indicados coincidem com os que efetivamente receberam os recursos, o que afastaria a configuração de peculato-desvio”, disse.
Investigação sobre emendas
Além da Câmara e do Senado, Dino também cobrou que os presidentes de 21 partidos políticos apresentem, em até 10 dias úteis, explicações sobre uma suposta interferência na distribuição de emendas parlamentares.
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do Metrópoles
A decisão ocorreu depois que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, admitiu a atuação na indicação de recursos públicos. Somente deputados federais e senadores em exercício do mandato podem propor e indicar emendas parlamentares ao Orçamento da União.
No último dia 10, o ministro Flávio Dino já tinha decidido pelo bloqueio de cerca de R$ 120 milhões de Costa Neto, que teria indicado emendas de comissão de forma irregular. No dia seguinte, Dino também determinou o bloqueio de R$ 6,1 milhões do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (Republicanos) pelo mesmo motivo.
Um estudo divulgado pela Transparência Brasil na semana passada afirma que a Câmara dos Deputados deixou de identificar os autores da indicação de R$ 1,3 bilhão em emendas parlamentares de comissão, o que corresponde a 16% de todos os recursos destinados pelos colegiados em 2025.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Thays Martins.





