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Campanha de Pivetta faz ataque coordenado a adversário em meio ao caso Oi

Por Andreza Matais
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto – Divulgação Republicanos

A campanha do governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), manteria um gabinete do ódio para espalhar acusações contra seus adversários no momento em que o candidato e seu grupo político estão no centro de um escândalo de corrupção envolvendo a operadora de telefonia Oi.

Principal oponente de Pivetta, o senador Wellington Fagundes (PL) viu as redes sociais e bogs locais serem inundados nas últimas semanas por acusações de 20 anos atrás sobre o crescimento de seu patrimônio e por casos já arquivados pela Justiça e que não resultaram em condenação, o que é omitido nas postagens.

A legislação eleitoral proíbe impulsionamento pago de ataques contra adversários, uso de identidade falsa ou disseminação ilícita de informações falsas ou gravemente descontextualizadas. As regras do TSE também preveem responsabilização dos envolvidos conforme a participação de cada um.

Como mostrou a coluna, o Pivetta é dono de uma usina suspeita de ter recebido propina da Oi em troca de um acordo com o governo do estado que rendeu à companhia R$ 308 milhões. A usina não está em nome dele, mas o próprio governador admite participação no negócio.

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do Metrópoles

A Operação Heritage apura o direcionamento de recursos de um acordo do governo do estado com a operadora de telefonia. A telefônica conseguiu fechar o acordo com o governo de Mato Grosso mesmo depois de perder uma disputa tributária em quase todas as instâncias.

O trato foi feito em abril de 2024, no governo de Mauro Mendes, quando Pivetta era seu vice. Segundo a PF, o pagamento foi feito sem respeitar a ordem cronológica dos precatórios — dívidas do poder público reconhecidas pela Justiça e que, em regra, devem ser quitadas conforme uma fila de credores.

O caso Oi impactou a campanha de Pivetta ao governo, que viu Fagundes avançar nas intenções de voto. A última pesquisa local, do Paraná Pesquisas, mostrou Pivetta com 40,8%; ante 30% de Wellington Fagundes.

O resgate de fatos sobre Fagundes de 20 anos atrás começaram a se disseminar concomitantemente ao seu crescimento nas pesquisas.

Gabinetes do ódio se espalham por campanhas estaduais

O uso de ataques coordenados nas redes sociais, com informações distorcidas, tem se espalhado pelas campanhas estaduais.

Em Pernambuco, a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) é acusada pelo opositor João Campos (PSB) de contratar uma empresa para desgastar sua imagem nas redes sociais. O caso foi parar na Polícia Federal, que investiga as acusações.

Um empresário admitiu, em entrevista, a tática. A governadora nega a acusação.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Andreza Matais.