Belo Horizonte — A campanha eleitoral alavancou a força dos candidatos ao governo de Minas Gerais nas redes sociais. Levantamento do Metrópoles mostra que, desde março, quando a disputa pelo Palácio Tiradentes ainda estava em fase de articulações, alguns dos nomes que permaneceram na corrida aumentaram, de forma significativa, o número de seguidores no Instagram.
O maior crescimento proporcional entre os candidatos que já apareciam na análise feita pelo Metrópoles em 13 de março foi o do governador Mateus Simões (PSD). Ele quase dobrou o número de seguidores e passou de cerca de 121 mil para 235 mil, uma alta de aproximadamente 94% em menos de seis meses.
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do Metrópoles
As mudanças até o martelo batido
A comparação também retrata a transformação do próprio contexto eleitoral mineiro desde março. Naquele momento, alguns dos atuais candidatos ainda não estavam na disputa, enquanto nomes que eram cotados acabaram ficando de fora.
O senador Rodrigo Pacheco (PSD), por exemplo, aparecia entre os possíveis candidatos ao governo, mas não entrou na corrida. Após meses de espera e mesmo após ter se filiado ao PSB para ser palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Pacheco recuou e o partido escolheu o ex-ministro e ex-prefeito de Belo Horizonte Patrus Ananias para representar a sigla.
Flávio Roscoe também não aparecia como candidato no levantamento de março. O empresário foi escolhido pelo PL para concorrer ao governo após uma série de reviravoltas envolvendo a candidatura de Cleitinho e em meio à expectativa de um nome para sustentar a campanha de Flávio Bolsonaro no estado.
O senador chegou a anunciar que não disputaria o governo, voltou atrás e, depois de um impasse com o Republicanos, acabou confirmado na corrida. Nesse intervalo, o PL decidiu lançar candidatura própria e escolheu Roscoe para representar a legenda.
Ao todo, 11 candidatos concorrem ao governo de Minas nas eleições deste ano.
Redes x intenção de voto
Apesar do crescimento expressivo de alguns candidatos nas redes, não é possível dizer, necessariamente, que isso se espelha em crescimento nas pesquisas de intenção de voto. Os números mostram cenários distintos.
Cleitinho, por exemplo, foi o candidato que melhor soube investir nas plataformas da internet para ampliar o alcance entre o eleitorado em busca de maior proximidade com o público. Ele é conhecido por divulgar vídeos com pautas populistas e se colocar como “um verdureiro” que quer melhorar o país através da política.
Com a estratégia, o senador alavancou o próprio desempenho e conquistou a liderança das pesquisas de intenção de voto. Contudo, em levantamento recente, o candidato do Republicanos apareceu com 29% das intenções de voto, ante 34% ou 35% na mesma pesquisa anterior. Questionado se mudaria o modus operandi, a equipe de Cleitinho afirmou que ele segue apostando na proximidade com o público.
A relação é diferente no caso de Simões. Apesar de ter registrado o maior crescimento proporcional no Instagram desde março, praticamente dobrando o número de seguidores, o governador ainda aparece abaixo dos primeiros colocados numericamente nas pesquisas.
Simões tem apostado na produção de conteúdo para as redes e usado o tempo de propaganda eleitoral na TV para se apresentar aos eleitores e vincular seu nome ao ex-governador Romeu Zema (Novo). Na Quaest divulgada em 25 de agosto, porém, registrou 7% das intenções de voto.
O movimento inverso pode ser observado com Patrus Ananias e Alexandre Kalil. Os dois têm audiências menores no Instagram na comparação com Cleitinho e, no caso de Patrus, também fica atrás de Simões e Gabriel Azevedo em número de seguidores. Ainda assim, aparecem numericamente à frente na disputa pela segunda colocação nas pesquisas.
Na última Quaest, Cleitinho lidera com 29% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno. Patrus aparece com 11%, seguido por Kalil, com 10%. Simões tem 7%; Gabriel Azevedo, 5%; e Flávio Roscoe, 3%.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Thayná Schuquel.




