Sete candidatos ao Governo do Distrito Federal (GDF) protocolaram, nesta terça-feira (8/9), uma representação conjunta no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) para pedir a investigação de repasses de R$ 1,4 milhão feitos pela Real JG Facilities, empresa com contratos com o GDF, à Faceng Engenharia, empresa do marido e da filha da governadora e candidata à reeleição, Celina Leão (PP).
Paula Belmonte (PSDB), Francisco Caputo (Novo), José Roberto Arruda (PSD), Leandro Grass (PT), Ricardo Cappelli (PSB), Elisson Ferreira (Agir) e Rico Pinheiro (PRTB) foram ao MPDFT pessoalmente. Eles pedem que o órgão abra uma investigação para apurar o caso.
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da Coluna Grande Angular
Em julho de 2026, ainda segundo o jornal, teria havido um pagamento adicional de igual quantia, desta vez por nota fiscal emitida para a 3J Facilities, empresa apontada como prestadora de serviços à Real JG Facilities.
“O conjunto dos fatos noticiados faz emergir a hipótese, a ser investigada, de conflito de interesses e de eventual vantagem indireta em favor do núcleo familiar da autoridade máxima do Poder Executivo distrital, mediante fluxo de recursos que se origina de empresa contratada pelo próprio ente que a Representada passou a dirigir. Não se afirma, nesta peça, a ocorrência de ilícito — afirmação que dependeria de instrução e contraditório —, mas se demonstra a existência de indícios suficientes para deflagrar a apuração”, escreveram na representação.
Os candidatos ainda pedem que a governadora e os envolvidos nas empresas citadas sejam ouvidos e que o MP avalie a “ocorrência de conflito de interesses e de eventuais atos de improbidade administrativa, promovendo, se for o caso, a competente ação”.
O pedido foi apresentado ao procurador-geral de Justiça do DF, Georges Seigneur.
O que dizem os candidatos
Ao apresentarem o pedido no MP, os candidatos falaram sobre o pedido de investigação.
“Estamos pedindo que eles mostrem o contrato, as fiscalizações de obra que a empresa contratou. Ela (Celina) foi omissa”, disse Paula Belmonte.
Cappelli questionou se “é razoável que uma prestadora de serviço que recebe bilhões do GDF contrate a empresa da família da governadora”.
Kiko Caputo afirmou que os candidatos “aguardam explicações da governadora”. “Tudo leva a crer que não é um contrato regular”.
Já Arruda frisou que a mobilização entre os candidatos para protocolar o pedido foi “conjunta”. “É um movimento suprapartidário. Deixamos de lado as nossa naturais diferenças para nos unirmos em torno do mínimo de transparência”.
Leandro Grass declarou que todos “querem saber da verdade”. “Queremos saber por que isso foi feito dessa forma”, completou.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Samara Schwingel.




