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Cão de assistência acompanha advogado autista em colação de grau

Por Daniel Lima
@jhonpolanski.ranchojs / Reprodução / Instagram

O advogado Jhon Polanski, autista nível 2 de suporte, colou grau acompanhado por seu cão de assistência, Yoda Sheldon. Na cerimônia, o animal da raça american staffordshire terrier manteve um olhar atento ao homem e fez contato visual imediato ao notar um momento de maior ansiedade. O tutor, de Florianópolis, em Santa Catarina, respondeu ao companheiro por meio de um gesto manual sutil, indicando que a situação estava controlada e que o cão poderia voltar a relaxar. 

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Treinamento rígido e seleção de cães de assistência

Ao compartilhar o registro, o tutor ressaltou a importância de diferenciar os animais de suporte dos pets comuns. Um cão de assistência exige rigor desde o nascimento. O processo começa ainda filhote, nos primeiros dias de vida, com avaliações de temperamento baseadas em padrões internacionais para selecionar apenas animais com perfil adequado e pedigree.

A preparação não é um adestramento comum e fica inteiramente nas mãos de profissionais credenciados.

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“A formação não acontece de um dia para o outro: durante os dois primeiros anos, o cão deve ser treinado diariamente. Ao final, precisa ser submetido a uma avaliação pública para demonstrar sua aptidão, somente então sendo expedidas as respectivas credenciais”, afirmou o tutor.

O tutor só precisou fazer um simples gesto com a mão para o cachorro entender que estava tudo bem

Papelada e exigências para ter cão de assistência

Do lado de quem recebe o animal, a burocracia também é intensa para comprovar capacidade técnica e financeira.

O tutor precisou apresentar laudo médico, registrar o microchip do cão de assistência, informar o pedigree e os dados do treinador responsável.

A lista de obrigações inclui ainda um plano de saúde veterinário e a comprovação de que a família consegue arcar com todos os custos de manutenção. “Portanto, não basta colocar um colete no animal ou afirmar que ele presta apoio emocional. A formação de um cão de serviço envolve responsabilidade, investimento, acompanhamento técnico, treinamento contínuo e cumprimento de requisitos rigorosos”, concluiu.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Daniel Lima.