O casal de turistas agredido por comerciantes na praia de Porto de Galinhas, no litoral sul de Pernambuco, anunciou que vai processar a Prefeitura de Ipojuca e o governo do estado. O episódio aconteceu na tarde de sábado (27/12) e levou os dois a anteciparem o retorno para casa, no Mato Grosso.
Assista:
Ainda nas gravações, o empresário cobra responsabilização das autoridades e afirma que a decisão de acionar a Justiça já foi tomada. “Eu queria, prefeito, que você passasse por uma situação dessa lá na praia. Eu estou intimando você a arcar com os nossos prejuízos”, afirmou.
Em seguida, reforçou: “A gente vai processar a prefeitura [de Ipojuca], o estado de Pernambuco. E eu espero nunca mais na minha vida pisar nesse lugar”.
Na manhã desta terça-feira (30/12), o casal publicou um novo vídeo, gravado no Aeroporto de Maceió, informando que conseguiu antecipar a viagem de volta para Cuiabá. Segundo eles, a decisão foi motivada pelo trauma causado pelas agressões.
Até a última atualização, não havia confirmação oficial sobre a data de entrada das ações judiciais.
Leia também
-
Porto de Galinhas: polícia ouve 14 barraqueiros que agrediram casal
-
Porto de Galinhas: prefeitura suspende barraca por agressão a turistas
-
Versão de barraqueiros sobre briga em Porto de Galinhas viraliza: veja
-
“Turista é tratado como lixo”, diz casal agredido em Porto de Galinhas
O caso
O empresário Cleiton Zanatta, de 49 anos, e o companheiro, Johnny Andrade, relataram que a confusão começou após um desentendimento sobre a cobrança pelo aluguel de cadeiras e guarda-sol.
Segundo os turistas, o valor inicialmente combinado foi de R$ 50, mas, no momento do pagamento, os barraqueiros passaram a exigir R$ 80, sem aviso prévio. A recusa em pagar o novo preço teria desencadeado as agressões.
A Prefeitura de Ipojuca se manifestou nas redes sociais, lamentou o ocorrido e classificou o episódio como grave. O prefeito Carlos Santana (Republicanos) divulgou um vídeo pedindo desculpas aos turistas e anunciou medidas emergenciais, como o reforço da fiscalização na orla com a Guarda Municipal, Procon e agentes ambientais.
Como parte das providências, a prefeitura determinou a interdição, por uma semana, da barraca onde a confusão teve início e o afastamento dos funcionários envolvidos até a conclusão das investigações. A Polícia Civil também intimou os suspeitos de participação nas agressões.
Os barraqueiros, por sua vez, negam que o episódio tenha sido motivado por homofobia ou cobrança abusiva. Em nota, afirmaram que os valores cobrados estariam informados no cardápio do estabelecimento e que um dos funcionários também teria sido agredido durante a confusão.




