O caso da cadela Bonnie enterrada viva ganhou um novo desdobramento na Justiça. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apresentou denúncia criminal contra uma mulher acusada de participar do crime e pediu que ela seja condenada, além de pagar R$ 41,9 mil de indenização pelos danos causados ao animal.
O caso ocorreu em 6 de fevereiro, em Joinville (SC), e causou comoção em todo o país. Bonnie foi encontrada por moradores de um condomínio enterrada viva, com apenas a cabeça para fora da terra. Graças à rápida ação dos vizinhos, ela foi resgatada e levada às pressas para atendimento veterinário.
O laudo médico anexado ao processo revelou a gravidade da situação. A cadela chegou ao hospital com temperatura corporal de 40,7°C, quadro de choque térmico e diversos comprometimentos neurológicos e sistêmicos.
Os peritos também encontraram terra na boca, na língua e nas unhas do animal, indicando que Bonnie estava consciente quando foi enterrada e tentou cavar para escapar.
Diante da crueldade do caso, o Ministério Público recusou qualquer possibilidade de acordo judicial e defendeu que a acusada responda ao processo criminal até o julgamento, podendo cumprir pena de prisão caso seja condenada.
A Justiça ainda analisará a denúncia e decidirá sobre o prosseguimento da ação penal.




