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Caso Gustavo Tubarão: o que diz a psicologia sobre piadas em casamento

Por Daniel Lima
@ogustavotubarao / Reprodução / Instagram

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O comportamento viralizou e, na web, muitas pessoas detonaram a atitude do noivo. Para analisar o impacto dessa atitude, a psicóloga Cibele Santos explica como o deboche em rituais solenes, como o casamento, pode funcionar como um escudo contra a vulnerabilidade, além de prejudicar a confiança da relação.

Entenda

  • Em vez de serem lembrados por afeto e compromisso, os votos foram marcados por piadas que, na web, repercutiram mal.
  • Para a psicologia, usar deboche em situações sérias é um mecanismo de defesa de quem “tem medo da intimidade e de demonstrar sentimentos.”
  • No caso da noiva, ouvir piadas sobre a própria história no altar pode abalar a segurança e a autoimagem, emenda a expert.

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O humor na leitura dos votos: tem limite?

Tradições como a troca de promessas no altar servem para ancorar um compromisso solene e construir um senso de segurança mútuo. Quando o enlace vira “pano de fundo” para piadas apelativas, ocorre uma quebra de contrato emocional, na avaliação de Cibele Santos.

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A psicóloga detalha que o uso do sarcasmo diante de alta carga emocional geralmente é um mecanismo de defesa, destacando que “para quem tem medo de intimidade ou de parecer brega, o deboche funciona como uma armadura de proteção.”

Gustavo Tubarão e Jade Sales

A fala de Gustavo Tubarão de que o casamento era considerado uma bobagem atingem diretamente a autoimagem da noiva e, ainda na análise da expert, é “fora de tom”.

A reação negativa da internet, para ela, ocorre porque as pessoas costumam ter um “sensor” natural para saber até onde vai a brincadeira.  A psicóloga explica que “o que as pessoas captaram de errado não foi a falta de piadas, mas a falta de reciprocidade”.

Os votos são comuns nas cerimônias de casamento; há limites para piadas e brincadeiras? 

Cibele Santos, por fim, faz um alerta sobre a necessidade de maturidade no amor ao pontuar que “o cinismo é a couraça dos que têm medo de amar. Amar exige coragem, exposição e a aceitação de que podemos nos machucar. O deboche constante é uma fuga covarde da intimidade real.”


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Daniel Lima.