O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) defendeu, neste sábado (12/9), que o fim dos chamados “vazamentos seletivos” de investigações ocorra antes das eleições de 2026. Ao comentar o Caso Master, o petista afirmou que informações de inquéritos com repercussão política precisam ser disponibilizadas de forma ampla, para que os eleitores tenham tempo de analisá-las antes de decidir o voto.
A declaração ocorreu durante o lançamento do plano de governo para a saúde, na Bela Vista, região central de São Paulo. Haddad estava acompanhado de nomes como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a senadora Simone Tebet (PSB) e o ministro Márcio França.
“Nós há alguns dias, alguns muitos dias, estamos defendendo a tese de que nós temos que acabar com a seletividade de vazamento. Porque todo vazamento seletivo tem viés”, afirmou Haddad.
Segundo o candidato, a divulgação de apenas parte das informações permite que determinados grupos escolham quais dados chegam ao conhecimento da população. “Então você seleciona o que você quer que a opinião pública saiba para favorecer o seu grupo político”, disse.
Haddad defendeu que o Supremo Tribunal Federal (STF) dê publicidade aos inquéritos que tenham repercussão política antes do pleito. Para ele, isso permitiria que imprensa e eleitores tivessem tempo para analisar os documentos.
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do Metrópoles SP
A ideia, segundo Haddad, é que as informações estejam disponíveis com antecedência suficiente para que os eleitores possam formar uma opinião sobre os candidatos. “Porque aí você vai ter três semanas para digerir essas informações e no dia da eleição formar um juízo, tanto quanto possível isento, sobre o que está disponível, sobre as informações disponíveis e sobre o que as investigações revelaram”, declarou.7
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Caso Master
A fala ocorre após o ministro Edson Fachin, do STF, determinar que o ministro André Mendonça retire o sigilo de todos os documentos relacionados ao Caso Master. A decisão ampliou a publicidade dos materiais reunidos na investigação.
Na sequência, a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro apresentou um pedido urgente para impedir que mensagens de caráter íntimo e pessoal sejam expostas. Os advogados pedem uma triagem prévia dos documentos antes do levantamento do sigilo dos autos da Petição 16.704.
Para o candidato, a transparência deve ocorrer independentemente de possíveis impactos eleitorais. Ele afirmou que ele próprio e Simone Tebet já haviam defendido a divulgação das informações, mesmo que isso pudesse prejudicar suas campanhas.
“Isso é muito importante para o país não ter sigilo. E não ter viés de seleção nas informações divulgadas”, afirmou.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Julia Gandra.




