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Casos confirmados de meningite caem 35% no Acre em 2026; vacinação segue essencial

Apesar da redução nos casos e nas mortes, autoridades reforçam que a vacinação continua sendo essencial para prevenir formas graves da doença.

Henrique Ribeiro Por Henrique Ribeiro

Os casos confirmados de meningite caem 35% no Acre em 2026, segundo boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). Até a Semana Epidemiológica 28, encerrada em julho, o estado registrou 13 confirmações da doença e um óbito, números inferiores aos contabilizados em todo o ano de 2025.

De acordo com o levantamento, em 2025 foram confirmados 20 casos e seis mortes. Com isso, além da redução nas confirmações, o Acre também apresentou queda expressiva na letalidade da doença.

Letalidade também apresentou redução

O boletim aponta que a taxa de letalidade caiu de 30% em 2025 para 7,7% em 2026.

Os dados ainda são considerados parciais e podem sofrer alterações à medida que as investigações epidemiológicas são concluídas e atualizadas no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

Ao todo, o estado notificou 36 casos suspeitos de meningite neste ano, dos quais 13 tiveram confirmação laboratorial.

Pneumococo lidera entre os casos confirmados

Entre os diagnósticos registrados em 2026, a meningite causada pelo pneumococo foi a mais frequente, com cinco confirmações.

O boletim também contabiliza:

  • cinco casos de meningite por pneumococo;
  • três casos de meningite meningocócica;
  • dois casos de meningite bacteriana;
  • um caso por Haemophilus influenzae;
  • um caso de meningite fúngica;
  • um caso de meningite viral.

Cruzeiro do Sul concentra maior número de registros

Os dados da Sesacre mostram que Cruzeiro do Sul concentra o maior número de casos confirmados neste ano, com seis ocorrências.

Na sequência aparecem:

  • Rio Branco: 2 casos;
  • Feijó: 1 caso;
  • Porto Acre: 1 caso;
  • Porto Walter: 1 caso;
  • Senador Guiomard: 1 caso;
  • Xapuri: 1 caso.

O único óbito registrado em 2026 ocorreu no município de Xapuri.

Em comparação, no ano passado Rio Branco liderava as confirmações, com 12 casos e três mortes, enquanto Cruzeiro do Sul registrou dois casos e dois óbitos.

Número de casos oscila nos últimos anos

O histórico da vigilância epidemiológica mostra variações nas notificações e confirmações da doença no Acre.

Confira os dados dos últimos anos:

  • 2022: 83 casos suspeitos e 18 confirmações;
  • 2023: 80 notificações e 14 casos confirmados;
  • 2024: 43 notificações e 15 confirmações;
  • 2025: 20 casos confirmados e seis óbitos;
  • 2026 (até julho): 36 notificações, 13 confirmações e um óbito.

Segundo o boletim, março foi o mês com maior número de confirmações neste ano, com cinco casos. Janeiro registrou quatro ocorrências, abril teve duas confirmações e maio e junho contabilizaram um caso cada.

Caso de estudante em Cruzeiro do Sul

Entre os casos registrados em 2026 está o de uma estudante de sete anos, em Cruzeiro do Sul, diagnosticada em maio com meningite causada pela bactéria Streptococcus pneumoniae.

A criança foi internada no Hospital Regional do Juruá, apresentou melhora clínica, recebeu alta do isolamento e permaneceu sob acompanhamento médico.

Na ocasião, a Vigilância Epidemiológica informou que o tipo de bactéria identificado não exigia suspensão das aulas nem bloqueio sanitário na escola, uma vez que esse agente não costuma provocar surtos em ambiente escolar.

Vacinação continua sendo a principal forma de prevenção

A Sesacre reforça que a vacinação permanece como a principal medida para prevenir as formas mais graves da meningite. Além da imunização, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente diante de sintomas como febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, vômitos e alterações no estado de consciência.