Rio Branco é o município acreano com o maior número de notificações de intoxicação exógena por agrotóxicos. Os dados constam no Boletim Informativo nº 01/2026 da Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Agrotóxicos (VSPEA), elaborado pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre).
De acordo com o levantamento, a capital acumulou 164 casos entre 2020 e a Semana Epidemiológica nº 23 de 2026, encerrada em 13 de junho. No mesmo período, o Acre registrou 480 notificações de intoxicação por agrotóxicos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), fazendo com que Rio Branco concentrasse mais de um terço dos casos registrados em todo o estado.
Número de casos oscilou nos últimos anos
O boletim mostra que os registros apresentaram variações ao longo do período analisado. Em Rio Branco, foram contabilizados:
- 2020: 10 casos;
- 2021: 15 casos;
- 2022: 11 casos;
- 2023: 29 casos;
- 2024: 46 casos;
- 2025: 36 casos;
- Até junho de 2026: 17 casos.
O maior número de notificações foi registrado em 2024, quando a capital contabilizou 46 ocorrências.
Outros municípios também concentram notificações
Além de Rio Branco, o boletim destaca outros municípios com elevado número de notificações no período analisado:
- Acrelândia: 63 casos;
- Brasiléia: 56 casos;
- Xapuri: 39 casos;
- Senador Guiomard: 26 casos.
Os demais municípios apresentaram quantitativos inferiores aos registrados nesses cinco principais notificadores.
Sesacre alerta para possível subnotificação
Apesar dos números apresentados, a Secretaria de Estado de Saúde avalia que a quantidade de casos pode ser ainda maior. Segundo o boletim, o elevado uso de agrotóxicos no Acre, apontado por dados do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (IDAF-AC), indica a possibilidade de subnotificação.
A Sesacre ressalta que muitas intoxicações provocadas por agrotóxicos apresentam sinais e sintomas inespecíficos, dificultando o diagnóstico e retardando a notificação dos casos.
Por isso, o órgão orienta os profissionais de saúde a manterem atenção durante o atendimento clínico e reforça a importância da notificação de todos os casos suspeitos ou confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), contribuindo para o monitoramento epidemiológico e para a adoção de medidas de prevenção.
Por Allyson Barros





