A cesta básica caiu 4,68% em Rio Branco em agosto, colocando a capital do Acre entre as cidades brasileiras que registraram as maiores reduções no custo dos alimentos no período. O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira (10) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Rio Branco registra uma das maiores quedas do país
O recuo de 4,68% registrado em Rio Branco colocou a capital acreana entre os destaques nacionais da pesquisa.
O levantamento aponta que a variação mensal foi acompanhada por outras capitais da Região Norte. A pesquisa registrou redução de 4,55% em Manaus e de 4,47% em Boa Vista.
O resultado mostra que os preços dos alimentos básicos tiveram uma redução significativa em Rio Branco durante agosto, beneficiando consumidores que dependem desses produtos para compor as despesas mensais das famílias.
Preço dos alimentos caiu em 25 capitais
A redução observada em Rio Branco faz parte de um movimento nacional.
Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, 25 das 27 capitais analisadas tiveram queda no custo da cesta básica em agosto.
As únicas cidades que apresentaram aumento foram Maceió, com alta de 1,43%, e São Luís, que registrou avanço de 0,78%.
O resultado representa uma mudança importante no comportamento dos preços no curto prazo, embora a comparação com o mesmo período do ano anterior ainda mostre aumento na maior parte das capitais.
Batata e café ajudam a puxar preços para baixo
Entre os produtos que contribuíram para a redução do custo da cesta básica está a batata.
De acordo com o levantamento, o preço do produto caiu em todas as cidades do Centro-Sul pesquisadas.
O café em pó também apresentou redução significativa, com queda registrada em 23 capitais.
Tomate e feijão foram outros produtos que tiveram redução de preços durante o mês, ajudando a diminuir o custo médio da cesta de alimentos.
Por outro lado, alguns produtos ficaram mais caros na maioria das cidades pesquisadas.
Entre eles estão o pão francês, o óleo de soja, o leite integral e o arroz agulhinha.
Queda em agosto não significa redução no acumulado de 12 meses
Apesar do resultado positivo registrado em agosto, a comparação com agosto do ano passado apresenta um cenário diferente.
O custo da cesta básica aumentou em 25 das 27 capitais no acumulado de 12 meses.
Somente Brasília, com redução de 0,64%, e Palmas, com queda de 0,27%, apresentaram diminuição no período de um ano.
As maiores altas acumuladas foram observadas em Goiânia, com 7,51%, Cuiabá, com 6,42%, e Vitória, com 6,26%.
Os dados mostram que a queda registrada em agosto precisa ser analisada dentro de um período mais amplo, já que os preços dos alimentos continuam acumulando variações diferentes ao longo do ano.
São Paulo continua com a cesta básica mais cara
Mesmo com a queda observada em diversas capitais, São Paulo continua liderando o ranking das cidades com a cesta básica mais cara do país.
O custo médio registrado na capital paulista foi de R$ 900,59.
Na sequência aparecem Cuiabá, com R$ 851,57, Rio de Janeiro, com R$ 851,19, e Florianópolis, com R$ 850,90.
Já os menores valores médios foram encontrados em Aracaju, com R$ 570,98, Natal, com R$ 627,42, Maceió, com R$ 627,45, e Salvador, com R$ 628,89.
A diferença entre os valores mostra como o custo da alimentação básica varia de acordo com a região do país.
Dieese estima salário mínimo de R$ 7.565,86
O levantamento também apresenta uma estimativa do valor necessário para que o salário mínimo consiga atender às despesas básicas de uma família.
Com base no custo da cesta básica de São Paulo, considerada a mais cara entre as capitais pesquisadas, o Dieese estimou um salário mínimo necessário de R$ 7.565,86.
O valor é 4,67 vezes superior ao salário mínimo informado na pesquisa, de R$ 1.621,00.
A estimativa considera as despesas previstas constitucionalmente para o salário mínimo, incluindo alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.
Queda dos alimentos chama atenção dos consumidores de Rio Branco
Para os consumidores de Rio Branco, a redução de 4,68% representa uma mudança positiva no orçamento mensal, especialmente para famílias que destinam uma parcela significativa da renda à compra de alimentos.
Produtos como café, feijão, tomate e batata tiveram participação importante na redução observada em diferentes regiões.
No entanto, a pesquisa também mostra que a queda mensal não elimina a pressão acumulada dos preços ao longo de 12 meses.
Por isso, o comportamento da cesta básica continuará sendo acompanhado de perto por consumidores, trabalhadores e entidades que analisam o custo de vida no país.
Pesquisa mostra cenário de alívio no mês, mas atenção continua
Os números divulgados pelo Dieese e pela Conab mostram que agosto trouxe um alívio no preço médio da cesta básica na maioria das capitais brasileiras.
Em Rio Branco, a redução de 4,68% colocou a cidade entre os principais destaques nacionais do levantamento.
Ao mesmo tempo, o acumulado de 12 meses demonstra que os preços dos alimentos ainda permanecem acima dos níveis registrados no ano anterior na maioria das capitais.
O resultado reforça a importância do acompanhamento periódico dos preços dos produtos básicos, especialmente para as famílias que precisam equilibrar alimentação e outras despesas essenciais dentro do orçamento doméstico.




