Natural de Sena Madureira, a candidata a deputada estadual Charlene Lima (PL) aparece entre os nomes com maior volume de recursos já declarados na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) nas eleições de 2026.
Dados eleitorais disponíveis nesta terça-feira (1º) apontam R$ 700 mil em receitas declaradas pela candidatura de Charlene. O valor coloca a senamadureirense entre as candidaturas financeiramente mais estruturadas na corrida pela Aleac.
Candidata pelo partido de Flávio Bolsonaro
A senamadureirense disputa a eleição pelo PL, legenda que oficializou no Acre apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro durante sua convenção estadual de agosto. Na mesma ocasião, o partido confirmou Charlene entre seus nomes para a Assembleia Legislativa e Márcio Bittar como candidato à reeleição para o Senado.
Bittar também declarou publicamente seu alinhamento à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Em pronunciamento no Senado, afirmou que seguiria o nome indicado por Jair Bolsonaro e declarou apoio a Flávio.
Próxima de Márcio Bittar
Charlene chega à disputa também inserida no grupo político do senador Márcio Bittar, uma das principais lideranças do PL no Acre.
A proximidade ficou evidente recentemente durante encontro político realizado em Rio Branco. O evento reuniu Márcio Bittar, seu filho e candidato a deputado federal João Paulo Bittar, e Charlene Lima. A articulação foi apresentada como um movimento de fortalecimento das candidaturas de João Paulo e Charlene.
Charlene também ocupa a presidência do PL Mulher no Acre e aparece entre as candidatas estaduais apoiadas por Michelle Bolsonaro.
R$ 700 mil coloca Charlene entre maiores receitas da Aleac
Na comparação entre candidatos a deputado estadual apresentada no levantamento, Dra. Michelle Melo (União Brasil) aparece com R$ 810 mil, enquanto Charlene Lima e Maria Lucinéia, ambas do PL, aparecem com R$ 700 mil.
O contraste é significativo porque dezenas de candidatos à Assembleia iniciaram a campanha com receitas muito inferiores, alguns com R$ 10 mil ou menos.
O montante dá a Charlene capacidade para ampliar estrutura, publicidade, viagens e presença eleitoral pelos municípios durante a campanha.
Entretanto, maior disponibilidade financeira não significa eleição garantida. A disputa por uma cadeira na Aleac dependerá também da votação individual, desempenho da nominata, articulação política e capacidade de mobilização da candidatura.




