O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou mais de 7,5 milhões de cirurgias eletivas no primeiro semestre de 2026, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. O número representa aumento de 8% em relação aos seis primeiros meses de 2025, com cerca de 608 mil procedimentos a mais realizados no período.
Entre janeiro e junho deste ano, foram realizadas exatamente 7.552.260 cirurgias eletivas em todo o país. O resultado mantém uma trajetória de crescimento na oferta de procedimentos da rede pública e ocorre após o SUS registrar 14,9 milhões de cirurgias eletivas ao longo de 2025.
Programa Agora Tem Especialistas
Parte dos procedimentos realizados no período está relacionada ao programa Agora Tem Especialistas, iniciativa federal criada para ampliar o acesso a atendimentos de média e alta complexidade e ajudar a reduzir o tempo de espera de pacientes do SUS.
Entre janeiro e junho de 2026, foram realizados 2.923.242 procedimentos incluídos no rol do programa, contra 2.658.742 no mesmo período de 2025. O resultado representa 264 mil procedimentos a mais e crescimento de 9%.
O programa utiliza diferentes estratégias para ampliar a capacidade de atendimento, incluindo mutirões, unidades móveis de saúde, transporte sanitário, Telessaúde e utilização da capacidade disponível em hospitais públicos, filantrópicos e na rede privada conveniada ao SUS.
No primeiro semestre, o crescimento das cirurgias do rol do Agora Tem Especialistas foi registrado em 22 estados. Os maiores aumentos ocorreram no Ceará, com 29%; Piauí, com 25%; Rondônia e Mato Grosso, com 23% cada; Sergipe, com 21%; e Distrito Federal, com 20%.
Expectativa de novo recorde em 2026
Com o desempenho registrado até junho, o Ministério da Saúde projeta que o SUS ultrapasse a marca de 15 milhões de cirurgias eletivas em 2026. O número ficaria acima dos 14,9 milhões registrados no ano passado.
Para os procedimentos contemplados pelo programa Agora Tem Especialistas, a projeção federal é chegar a aproximadamente 6,1 milhões de cirurgias em 2026, contra 5,7 milhões realizadas em 2025.
Os dados fazem parte do balanço divulgado pelo Ministério da Saúde sobre a produção de cirurgias eletivas no país. O crescimento no número de procedimentos, contudo, não significa necessariamente que todas as filas tenham sido eliminadas, já que a demanda por cirurgias e procedimentos especializados varia entre estados, municípios e diferentes áreas médicas.
O governo federal afirma que a ampliação da oferta busca justamente diminuir o tempo de espera de pacientes que aguardam procedimentos especializados. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o resultado do primeiro semestre representa mais de meio milhão de cirurgias adicionais em comparação com o mesmo período do ano anterior.
O balanço divulgado nesta terça-feira coloca o SUS diante da possibilidade de estabelecer um novo recorde anual de cirurgias eletivas em 2026, caso o ritmo observado na primeira metade do ano seja mantido nos próximos meses.




