A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, nesta terça-feira (23/12), o projeto de lei que corrige a tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e fixa em definitivo os valores venais dos veículos registrados e licenciados no DF para 2026. A tabela Fipe é usada no DF para calcular o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Para o próximo ano, o IPVA na capital terá reajuste médio de 1,72%.
O projeto foi votado em primeiro e segundo turno. Vinte e três deputados votaram, sendo 16 a favor e sete contrários; um parlamentar se ausentou. A proposta, agora, segue para sanção do governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB).
“Trata-se de uma correção estritamente técnica, necessária para assegurar que o cálculo do IPVA seja feito com base em informações corretas e atualizadas, sem impacto na carga tributária do contribuinte”, afirmou o secretário de Economia, Daniel Izaias de Carvalho.
O reajuste médio de 1,72% corresponde à valorização do valor venal dos veículos, conforme pesquisa realizada pela Fipe entre setembro de 2024 e setembro de 2025. De acordo com a Secretaria de Economia, isso significa que o automóvel cotado no mercado por R$ 80 mil pagará um IPVA de R$ 2,4 mil, por exemplo.
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Oposição
Parlamentares da oposição ao governo votaram contrários ao projeto e questionaram os valores a serem cobrados do cidadão em 2026. Segundo eles, em alguns casos, o reajuste chegará a 8%.
“O boleto vai chegar mais caro no ano que vem”, declarou o deputado distrital Gabriel Magno (PT). “São 270 mil motos nessa cidade. Principalmente para essa turma, que, inclusive, usa a moto para tentar colocar comida em casa, vai chegar um boleto mais caro”.
“Nós não comparecemos hoje ao Plenário da Câmara Legislativa para aumentar imposto para a população do DF, especialmente sem um plano de desincentivo ao transporte individual e de fortalecimento da mobilidade urbana e de transporte coletivo no DF”, pontuou o distrital Fábio Felix (PSol).




