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Com Infantino na corda bamba, confederações articulam impeachment na FIFA

Por Guilherme Silva

Com Infantino na corda bamba, confederações articulam impeachment na FIFA

Entidades continentais estudam moção de desconfiança que pode abrir caminho para afastamento inédito do presidente da organização

(Reprodução)

A crise nos bastidores da FIFA ganhou um novo capítulo. Confederações continentais estudam a criação de uma moção de desconfiança contra Gianni Infantino, presidente da entidade, em um procedimento que poderia resultar em sua saída do cargo. A informação foi divulgada pela Reuters, com base em relatos de fontes próximas às discussões.

A iniciativa surge após uma sequência de episódios que aumentou a pressão sobre a administração do dirigente. Entre eles está o fracasso do projeto Fifa Forward Enterprise (FFE), que previa a comercialização de parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo.

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Gianni Infantino, presidente da FIFA Reprodução Reprodução

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Segundo uma fonte ouvida pela agência, Infantino estaria diante de duas possibilidades diante da movimentação. “Não há saída. Ou ele segue o caminho pacífico e decide não se candidatar em março, ou segue o caminho difícil”, disse a fonte, sob anonimato. Se a moção for aprovada e resultar no afastamento do presidente, o episódio será inédito na história da Fifa, que existe há 122 anos.

Como a medida pode avançar

O estatuto da Fifa prevê que uma moção de desconfiança depende da convocação de um Congresso Extraordinário. Para solicitar a reunião, é necessário que pelo menos 20% das 211 associações filiadas à entidade apresentem um pedido por escrito ao Conselho da Fifa.

Isso representa um mínimo de 43 associações nacionais. Caso a exigência seja alcançada, o Congresso deverá ser convocado em até três meses. Cada associação terá direito a um voto durante a reunião, sem possibilidade de participação por procuração ou carta.

O estatuto não estabelece especificamente quantos votos seriam necessários para aprovar uma moção de desconfiança. Na ausência de uma regra própria, prevalece a determinação geral de que as decisões sejam tomadas por maioria simples dos votos válidos.

Pressão aumentou após série de episódios

A discussão sobre o futuro de Infantino ocorre depois de novos conflitos dentro da entidade. O projeto Fifa Forward Enterprise tornou-se um dos principais focos de insatisfação e também esteve relacionado à saída de Kevin Lamour, diretor de operações da Fifa, após críticas à iniciativa.

Ao mesmo tempo, algumas associações nacionais passaram a demonstrar oposição à permanência do italiano no comando da organização. Inglaterra, País de Gales, Escócia, Irlanda e Israel estão entre as federações que manifestaram posicionamento contrário à continuidade de Infantino.

No cenário continental, Uefa, AFC e Concacaf avaliam a possibilidade de levar adiante a moção de desconfiança. Por enquanto, a iniciativa ainda está em fase de discussão. Para que o processo seja formalmente iniciado, será necessário alcançar o apoio mínimo de 43 das 211 associações filiadas à Fifa.

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Tags:FIFA, Infantino

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Leo Dias por Guilherme Silva.