Conhecido tecnicamente como abigeato, o furto de gados tem sido uma preocupação para os proprietários rurais e para a polícia no Estado. A 1a Delegacia Regional de Polícia Civil registrou três casos semelhantes na mesma semana. Um dos furtos foi solucionado e onze vacas foram recuperadas na tarde desta terça-feira, 26.
“Ontem mantivemos contato com uma pessoa que emitiu o Guia de Trânsito Animal (GTA) para fazer transporte do gado. Informou que o GTA tinha sido emitida para um amigo, que foi quem, suspostamente, furtou o gado. Chegamos nessa pessoa e ela deicidiu devolver. Disse que não foi ela, mas que ia devolver”, detalha o delegado Judson Barros, responsável pelas investigações.
Mesmo com a recuperação dos animais, ele afirma que as investigações continuam para identificar os autores do crime. A Polícia aguarda também o resultado da perícia realizada no caminhão que teria quebrado e no local por onde os animais teriam entrado na outra propriedade.
“Furto de gado virou um negócio”
Com valores que variam de R$3 mil a R$5 mil, o abigeato é visto como uma constante pelo delegado Judson Barros. A partir dos casos atendidos em sua regional, ele informou que os crimes se repetem: o gado é retirado de propriedades da região da Transacreana e levado para regiões distantes. Após o roubo, os autores emitem um GTA para transportar os animais para algum frigorífico ou decidem criar os bichos, dependendo do tamanho e da quantidade.
“Está uma situação muito séria, parece que furtar gado virou um bom negócio na Transacreana. Na mesma semana fui no km 100 ver um furto e na sexta-feira, mais dois boletins foram registrados pelo mesmo motivo”, relata.
Para o delegado, a polícia precisa adotar uma postura preventiva com relação ao abigeato. “Porque quase sempre a gente corre atrás do prejuízo, e não da prevenção. É preciso criar sistemas e mecanismos de prevenção desse furto de gado. Não é fácil isso, gado furtado é gado perdido, a desse produtor só foi possível porque a ação foi imediata”, reflete Barros.
Ainda este mês,um complexo esquema de sonegação de impostos foi descoberto na quinta fase da operação “Fake Bois – A queda do Peão”, deflagrada pela Polícia Civil. Cinco pessoas foram presas, entre pecuaristas, familiares e empregados, por crime contra a ordem tributária e associação criminosa.
Daniel Scarcello – agazetadoacre




