O que muda
Em nota, a CPTM informou que acionou seu plano de contingência para as linhas 11-Coral e 12-Safira. A Linha 13-Jade e o Expresso Aeroporto não estarão operando.
A greve não envolve as demais linhas de trem: 7-Rubi, 8-Diamante e 9-Esmeralda, concedidas à iniciativa privada. A própria Linha 10-Turquesa, operada pela CPTM, também não será afetada.
Quais linhas continuam funcionando
A paralisação não envolve as demais linhas do sistema sobre trilhos. Devem operar normalmente:
- Linha 1-Azul
- Linha 2-Verde
- Linha 3-Vermelha
- Linha 4-Amarela
- Linha 5-Lilás
- Linha 7-Rubi
- Linha 8-Diamante
- Linha 9-Esmeralda
- Linha 10-Turquesa
- Linha 15-Prata (monotrilho)
- Linha 17-Ouro (monotrilho)
Mesmo assim, a expectativa é de aumento no fluxo de passageiros devido à migração de usuários das linhas paralisadas.
Ônibus podem ficar mais cheios
Sem reforço oficial anunciado pela prefeitura, a tendência é que os ônibus municipais e intermunicipais registrem aumento na demanda, principalmente nos corredores da zona leste e nos acessos ao centro da capital.
Por outro lado, caso a gestão municipal anuncie a Operação Paese, ônibus extras deverão ser disponibilizados para atender parte dos passageiros afetados.
Entenda a greve
O Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil (STEFZCB) decidiu paralisar as atividades a partir da meia-noite desta terça-feira (4/8). A medida, aprovada em assembleia na tarde de segunda (3/8), atinge as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, do sistema ferroviário de São Paulo.
Mais cedo, lideranças da categoria se reuniram com representantes do governo estadual na sede da Secretaria da Casa Civil. A reunião terminou sem um acordo entre as partes.
Na semana passada, os ferroviários já haviam aprovado um indicativo de greve para a data, caso não houvesse avanço nas negociações com o governo de São Paulo.
Entre as reivindicações da categoria, estão a reestatização das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, concedidas à Trivia Trens, a garantia de todos os empregos na CPTM e a aprovação do Projeto de Lei (PL) nº 730/2025 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), com o apoio do governo. O texto prevê a absorção dos funcionários da estatal por órgãos da administração pública estadual após concessões.
O que diz a CPTM
Em nota, a CPTM disse lamentar a decisão do sindicato, “mesmo após a apresentação de compromissos concretos e da disposição expressa da gestão estadual para avançar nas negociações”. “Diante disso, a CPTM recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho, que determinou a operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, o TRT fixou uma multa diária de R$ 400 mil ao sindicato”, informou.
Leia a nota completa na íntegra:
“A CPTM e o Governo do Estado de São Paulo lamentam a decisão do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil — representante dos trabalhadores das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade — de manter a paralisação anunciada para esta terça-feira (04/08), mesmo após a apresentação de compromissos concretos e da disposição expressa da gestão estadual para avançar nas negociações.
Na reunião realizada nesta segunda-feira (3), entre representantes do Governo e do sindicato, o Estado reiterou o compromisso com a preservação dos postos de trabalho e com a análise de projetos de lei de interesse da categoria, como a absorção dos empregados por outros órgãos públicos estaduais, a discussão sobre incorporação da Estrada de Ferro Campos do Jordão pela CPTM, e a inclusão dos trabalhadores no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), sistema de assistência à saúde destinado aos servidores públicos do Estado.
A paralisação não contribui para a negociação e seu único efeito será o de prejudicar milhares de trabalhadores, estudantes e passageiros que dependem diariamente do transporte ferroviário. É inaceitável que a categoria use a população como instrumento de pressão política.
Diante disso, a CPTM recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho que determinou a operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, o TRT fixou uma multa diária de R$ 400 mil ao sindicato.
As Linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda, que são concedidas, e a 10-Turquesa estarão em operação regular, bem como todo o sistema metroviário, incluindo as linhas administradas pelo Metrô e pelas concessionárias. Para as demais linhas da CPTM, o plano de contingência já foi acionado com o objetivo de reduzir os impactos aos passageiros”.
Falhas nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade
Na madrugada do dia 23 de julho, a operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, do sistema ferroviário de São Paulo, foi interrompida devido a uma falha provocada por ocorrência de fogo em um trem. Os passageiros precisaram desembarcar e caminhar sobre os trilhos na região da estação Tatuapé, no meio da escuridão.
O serviço nas três linhas, além do Expresso Aeroporto, havia sido assumido pela concessionária Trivia Trens dois dias antes. Desde então, ao menos seis falhas no serviço foram registradas.
Os problemas começaram na inauguração, em duas estações que, anteriormente, eram administradas pela CPTM, empresa estatal. No dia 22, a estação Brás estava com funcionamento reduzido e ficou mais de 20 minutos sem trem. Em consequência, houve superlotação. A Barra Funda também teve funcionamento reduzido, tendo um dos trens em operação esvaziado, o que gerou filas de espera maiores do que o normal.
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Mais tarde, no mesmo dia, a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) determinou que a CPTM retomasse, por até 90 dias, a operação da 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, e atuasse em conjunto com a Trivia Trens.
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Passageiros andam nos trilhos após falha que interrompeu operação nas linhas 11, 12 e 13 de trens
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Passageiros andam nos trilhos após falha que interrompeu operação nas linhas 11, 12 e 13 de trens
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Passageiros andam nos trilhos após falha que interrompeu operação nas linhas 11, 12 e 13 de trens
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Falta de energia afeta operação das linhas 11, 12 e 13 de trens; na foto, pessoas caminham nos trilhos na estação Tatuapé
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Falta de energia afeta operação das linhas 11, 12 e 13 de trens; na foto, pessoas caminham nos trilhos na estação Tatuapé
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Falta de energia afeta operação das linhas 11, 12 e 13 de trens; na foto, pessoas caminham nos trilhos na estação Tatuapé
Reprodução/TV Globo
Em nota enviada ao Metrópoles, na ocasião, a concessionária pediu desculpas pelos transtornos provocados aos passageiros e afirmou sempre ter cumprido todas as suas obrigações contratuais “de forma estruturada, transparente e cooperativa”. “A concessionária reafirma seu compromisso em investigar profundamente as causas técnicas que levaram às ocorrências e impactaram tantas pessoas nos seus deslocamentos”, disse.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Gabrielle Gonçalves.




