
O médico patologista Paulo Saldiva alerta que beber água e observar a coloração da urina e da secreção são práticas cruciais para enfrentar o tempo seco e poluído que afeta várias regiões do Brasil, especialmente em São Paulo. Com a poluição do ar elevando o desconforto geral, medidas de precaução se tornam indispensáveis.
Confira abaixo cinco medidas recomendadas pelo especialista para se proteger durante períodos de baixa umidade e poluição:

- Beber bastante água – A hidratação ajuda a repor líquidos e a proteger os pulmões, além de evitar que o sangue se torne muito concentrado, o que pode aumentar o risco de coágulos e tromboses.
- Atenção à tosse – Se a tosse for prolongada, é importante observar a coloração da secreção. Se estiver amarelada, é recomendável buscar orientação médica.
- Monitorar a urina – Durante o tempo seco, os rins tendem a reter mais água, o que torna a urina mais concentrada. Isso é especialmente comum entre bebês e idosos.
- Uso de colírio ou soro fisiológico – Aplicar colírios nos olhos e soro nas vias nasais pode ajudar a fluidificar a secreção e aliviar o desconforto.
- Nebulização – A nebulização também é indicada, especialmente entre 10h e 16h, período em que a umidade do ar atinge seus níveis mais baixos.
Além da baixa umidade, a fumaça de queimadas no interior de São Paulo, no Pantanal e na Amazônia tem agravado os problemas respiratórios. Os olhos, nariz, pulmões e coração são diretamente afetados pelo ar poluído, com sintomas como ardência nos olhos, rinite e desidratação pulmonar.
Saldiva também recomenda o uso de máscaras N95, especialmente para pessoas com doenças respiratórias, pois as máscaras mais simples não são eficazes contra as partículas de poluição. Ele reforça que, no caso de bebês e idosos, é fundamental manter o ambiente bem hidratado e estar atento a sinais de desidratação e outros sintomas.
A situação exige cuidado redobrado, já que a qualidade do ar segue comprometida e pode impactar a saúde de milhões de brasileiros.



