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Comprador de terra no KM 21 já foi acusado de estelionato em disputa no Pará e alegou ter sido vítima de golpe

Márcio dos Santos Beraldo, que atualmente disputa na Justiça uma propriedade em Sena Madureira, apareceu em reportagem de 2022 envolvendo outra negociação de terra; em direito de resposta, ele e Natalia Roberta da Silva negaram as acusações e apresentaram versão de que teriam sido enganados.

Redação Por

A disputa judicial envolvendo a Colônia Betel, propriedade localizada no KM 21 da BR-364, em Sena Madureira, ganhou um novo elemento após o YacoNews localizar uma publicação de maio de 2022 envolvendo Márcio dos Santos Beraldo, apontado como comprador da propriedade acreana.

Naquele ano, o nome de Márcio apareceu em uma reportagem do Jornal Folha do Progresso, do Pará, relacionada a uma disputa por uma propriedade rural em Novo Progresso (PA).

A publicação original utilizava acusações graves contra Márcio e Natalia Roberta da Silva, incluindo referências a supostos estelionatos e invasão de terras.

É importante destacar, entretanto, que essas eram acusações apresentadas no contexto daquela disputa e não equivalem a uma condenação criminal.

Posteriormente, o próprio veículo publicou um direito de resposta, no qual Márcio e Natalia negaram as acusações e sustentaram uma versão completamente diferente: afirmaram que, na realidade, eles teriam sido vítimas de uma negociação problemática envolvendo a propriedade.

Caso envolvia negociação de R$ 1,5 milhão

De acordo com o direito de resposta publicado em 2022, Márcio teria encontrado pela internet uma propriedade rural anunciada para venda em Novo Progresso.

Segundo a versão apresentada pela defesa, um homem identificado como Odilon teria informado ser proprietário da área após adquiri-la em razão de uma dívida discutida judicialmente. A documentação, porém, ainda estaria em nome de Valdecir José Rosseto.

Márcio afirmou que procurou Valdecir para confirmar a história e que teria recebido dele a confirmação de que a propriedade pertencia a Odilon e que a documentação poderia ser posteriormente formalizada.

Após visitar a área e negociar as condições, Márcio e Natalia afirmaram ter realizado depósitos que totalizaram R$ 1,5 milhão em contas indicadas por Odilon.

Segundo eles, depois do pagamento, teriam entrado na posse da propriedade.

Defesa disse que casal foi retirado da propriedade

A versão apresentada no direito de resposta afirma ainda que Márcio e Natalia deixaram temporariamente o imóvel para resolver assuntos em Novo Progresso e, quando retornaram, encontraram Valdecir e Noeli Vidal Rosseto acompanhados de outras pessoas.

Segundo a defesa, eles teriam sido obrigados a deixar a propriedade.

Márcio e Natalia sustentaram naquela ocasião que não eram golpistas ou invasores, mas vítimas de um desentendimento entre as pessoas envolvidas na negociação.

A defesa informou ainda possuir áudios e conversas de WhatsApp que, segundo sua versão, demonstrariam que Valdecir tinha conhecimento da negociação e reconheceria que a propriedade pertencia a Odilon.

Defesa contestou acusação de estelionato

https://www.old.folhadoprogresso.com.br/direito-de-resposta-sobre-a-reportagem-estelionatarios-e-invasores-de-terras-trazem-o-medo-a-produtores-rurais-em-comunidade-de-novo-progresso/?print=print

Outro ponto destacado no direito de resposta foi justamente a utilização de informações sobre processos judiciais para relacionar Márcio e Natalia a supostos crimes.

O advogado Juliano Ferreira Roque, responsável pela manifestação, argumentou que acusações e processos, sem uma condenação definitiva, não poderiam ser apresentados como prova de que seus clientes cometeram crimes.

A manifestação concluiu afirmando que Márcio e Natalia se consideravam os verdadeiros prejudicados pelo negócio e confiavam que a Justiça esclareceria os fatos.

Processo no Pará ainda está em andamento

Segundo informações repassadas por Márcio dos Santos Beraldo e sua defesa, a disputa judicial envolvendo a propriedade de Novo Progresso, no Pará, não foi encerrada e o processo continua tramitando.

Eles afirmam que uma audiência foi realizada recentemente e que continuam sustentando perante a Justiça a mesma versão apresentada desde 2022: a de que foram vítimas na negociação, e não autores de um golpe.

De acordo com essa versão, Márcio e Natalia Roberta da Silva permanecem buscando judicialmente a devolução dos valores que afirmam ter desembolsado na compra da propriedade, negócio no qual disseram ter realizado pagamentos que totalizaram cerca de R$ 1,5 milhão.

A informação de que o processo permanece em andamento também é relevante porque demonstra que a controvérsia ocorrida no Pará ainda não teve, segundo os envolvidos, um desfecho judicial definitivo. Portanto, as acusações feitas à época contra Márcio e Natalia não devem ser tratadas como fatos comprovados ou como condenação.

Eles reiteram que se consideram vítimas daquele episódio e dizem permanecer firmes na tentativa de recuperar judicialmente o dinheiro que alegam ter pago pela propriedade.

Esse novo dado reforça a necessidade de cautela ao relacionar aquele episódio à atual disputa pela propriedade do KM 21, em Sena Madureira. Embora Márcio apareça nas duas controvérsias envolvendo negociações de imóveis rurais, são processos distintos, com partes, circunstâncias e provas próprias, e caberá à Justiça decidir cada caso individualmente.

Caso antigo chama atenção em meio à disputa no KM 21

Estelionatários e invasores de terras trazem o medo a produtores rurais em comunidade de Novo Progresso – Folha do Progresso – Portal de Noticias , Entretenimento, Videos, Brasil!

A publicação de 2022 ganha repercussão agora porque Márcio dos Santos Beraldo está novamente envolvido em uma disputa judicial relacionada à aquisição de uma propriedade rural, desta vez em Sena Madureira.

No caso da Colônia Betel, no KM 21, a propriedade teria sido negociada por aproximadamente R$ 2,5 milhões.

O antigo proprietário, Manoel Izidoro da Silva Filho, sustenta que houve descumprimento das condições acertadas e questiona, entre outros pontos, parte da forma de pagamento envolvendo um prédio comercial avaliado em R$ 550 mil.

Já a defesa do comprador contesta essa versão e apresentou comprovantes bancários, afirmando que R$ 2,05 milhões teriam sido destinados ao negócio. Também apresentou declaração relacionada ao imóvel comercial utilizado como parte da negociação.

Em vídeo, advogado mostra comprovantes de pagamento:

Situações diferentes

Apesar da semelhança de ambos envolverem Márcio e disputas decorrentes de negócios com propriedades rurais, não há, com as informações disponíveis, fundamento para afirmar que os dois episódios tenham qualquer ligação entre si ou que o caso ocorrido no Pará comprove irregularidade na negociação de Sena Madureira.

Da mesma forma, uma acusação feita em reportagem de 2022 não significa que Márcio tenha sido condenado por estelionato. No próprio caso de Novo Progresso, ele exerceu direito de resposta e afirmou ter sido vítima, e não autor, de um golpe.

No processo envolvendo o KM 21, caberá à Justiça analisar contratos, pagamentos, documentos e as versões apresentadas pelas partes para definir se as obrigações da negociação foram ou não cumpridas.

O YacoNews mantém espaço aberto a todos os envolvidos para manifestações e apresentação de novos documentos.