Falta pouco para a Câmara de Rio Branco lançar o edital do concurso que promete movimentar o serviço público municipal. Quem confirmou é João Gabriel, diretor financeiro e membro da comissão organizadora do certame: segundo ele, o Legislativo está fechando os últimos detalhes antes da publicação, prevista para as próximas semanas.
“A gente já está nos preparativos finais, convocando os órgãos de controle e os demais participantes desse processo. Estamos finalizando a contratação da banca e trabalhando já no edital. A expectativa é que, nas próximas semanas, a gente consiga fazer essa publicação”, contou João Gabriel.
45 vagas, sendo 15 para já
O número que todo mundo quer saber: serão 45 vagas no total, divididas entre 15 de contratação imediata e 30 para cadastro de reserva.
“As 15 imediatas são para as necessidades urgentes da Casa, mas temos a expectativa de que todas essas 30 sejam preenchidas quando pudermos estar plenamente dentro da sede, com todos os setores ativos e funcionando”, explicou o diretor.
As vagas imediatas vão cobrir praticamente toda a estrutura administrativa da Câmara — com uma exceção, pelo menos por enquanto: a taquigrafia fica de fora desta primeira leva.
Entre os cargos previstos estão Contabilidade, Recursos Humanos, Polícia Legislativa, Procuradoria, Analista Geral (duas vagas), Tradutor e Intérprete de Libras, e Redação e Revisão. Esse último cargo vai cuidar da revisão de projetos de lei, pareceres e outros documentos produzidos pela Casa antes de irem para a versão final. A formação exigida para essa função, segundo João Gabriel, ainda está sendo definida pela comissão.
Banca já foi escolhida, falta só assinar
A parte mais burocrática do processo já andou: a banca organizadora foi definida, e a decisão de contratação já saiu publicada.
“A banca foi escolhida, já foi publicada a decisão pela contratação. Agora estamos apenas nos ajustes finais para assinatura e posterior publicação no Diário Oficial”, disse João Gabriel.
Com isso praticamente resolvido, a comissão trabalha em paralelo na elaboração e revisão do texto final do edital.
Por que a taquigrafia ficou de fora desta vez
A decisão de não incluir vagas para taquigrafia neste primeiro concurso vinha gerando perguntas dentro da própria Câmara. João Gabriel explicou que a escolha veio de uma avaliação técnica sobre o que é mais urgente para o Legislativo agora.
“O concurso agora procura atender às necessidades urgentes da Casa. Houve uma avaliação técnica das necessidades que temos como mais urgentes e priorizamos isso neste momento”, afirmou.
A comissão responsável pelo processo tem cinco integrantes, sendo quatro servidores efetivos.
Segundo ele, o setor de taquigrafia hoje é formado por servidores aprovados no último concurso, em 2016, e é justamente o único setor sem ninguém perto da aposentadoria.
“Os demais setores terão funcionários essenciais que estão na iminência de se aposentar. Então, temos um gargalo muito grande na área administrativa, no andamento da Casa, contratos, solicitações. Precisamos da maioria dos servidores focados nessa parte, que é a nossa maior deficiência”, completou João Gabriel.




