
O Congresso do Peru aprovou nesta terça-feira (17/2) a censura do presidente José Jerí, decisão que, na prática, deixa a chefia do Executivo vaga e desencadeia mais um capítulo da crise política no país.
A permanência de Jerí tornou-se insustentável após uma sequência de controvérsias. Em dezembro, câmeras registraram o então presidente em um encontro fora do palácio com empresários chineses, realizado em um restaurante de chifa — culinária de origem chinesa bastante popular no Peru — no distrito de San Borja, em Lima. O episódio ficou conhecido pela imprensa local como escândalo do “chifagate”.
Semanas mais tarde, reportagens apontaram que Jerí teria recebido no Palácio de Governo um grupo de mulheres jovens que, posteriormente, teriam sido beneficiadas com contratos públicos.
As explicações apresentadas pelo presidente, consideradas contraditórias, não convenceram os congressistas. Diante disso, a maioria optou por retirá-lo do cargo que havia assumido quatro meses antes, após o Congresso declarar a vacância da então presidente, Dina Boluarte.
À época, Jerí presidia o Congresso e, conforme determina a Constituição do Peru, assumiu a chefia do Estado. Ele deveria permanecer no posto até a realização das eleições, previstas para ocorrer em menos de dois meses, quando um novo presidente será escolhido pelos eleitores peruanos.



