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Controle eletrônico para combater combustível adulterado deve chegar aos postos; veja o que muda

Nova fiscalização pretende dificultar fraudes e permitir que a ANP acompanhe de forma mais precisa a movimentação dos combustíveis.

Camila Souza Por

O controle eletrônico para combater combustível adulterado deverá aumentar o acompanhamento das operações realizadas pelos postos de combustíveis em todo o país. Pelas novas diretrizes, informações sobre estoque, compras, vendas, preços e movimentação dos produtos deverão ser registradas exclusivamente por sistemas eletrônicos certificados.

Os dados terão de ser disponibilizados à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) pelo menos uma vez por mês. A proposta é facilitar o rastreamento dos produtos e permitir que a agência identifique possíveis diferenças entre o volume comprado e o que foi efetivamente vendido.

A mudança também deve substituir procedimentos que atualmente dificultam o acompanhamento da movimentação dos combustíveis.

A ANP terá até 180 dias para atualizar as regras relacionadas ao Livro de Movimentação de Combustíveis e definir quais informações deverão ser enviadas pelos estabelecimentos e o formato desses registros.

As novas diretrizes ainda preveem o uso de ferramentas tecnológicas para detectar possíveis sinais de irregularidades. A partir desses dados, os postos poderão ser selecionados para fiscalização considerando critérios como risco, impacto e histórico.

A medida também alcança os importadores. Eles poderão ter que comprovar qual foi a destinação dos produtos adquiridos no exterior.

Segundo as diretrizes, a exigência busca dificultar o uso de determinadas substâncias em processos de adulteração de combustíveis e também combater possíveis esquemas de sonegação tributária.

A resolução foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (14), nas páginas 3 e 4.