A decisão de Flávio Bolsonaro (PL) de divulgar um vídeo pedindo “desculpas” públicas à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro teve, segundo aliados do senador e presidenciável, ao menos duas motivações principais.
A primeira — e considerada a mais importante por interlocutores de Flávio — seria a proximidade da convenção do PL, na qual o senador será oficializado como candidato. O evento acontecerá no sábado (25/7), em São Paulo.
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Flávio Bolsonaro durante a Romaria do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO)
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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, líder do PL Mulher
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Senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
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Michelle Bolsonaro pretende disputar o Senado pelo PL
Nicole Diniz/Metrópoles
Nos bastidores, a avaliação dos aliados de Flávio é de que o senador chegaria politicamente enfraquecido ao principal evento de sua campanha caso ainda estivesse em rota de colisão com a ex-primeira-dama.
Aliados de Michelle lembram que a gravação do vídeo com o pedido de desculpas foi uma exigência dela para reatar relações com o enteado. Flávio, porém, resistiu a fazer a gravação inicialmente, segundo aliados.
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da Coluna Igor Gadelha
Apesar da reaproximação, caciques do PL afirmam que Michelle não deve participar presencialmente da convenção, em razão dos cuidados com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília.
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Caso Master também pesou
O segundo fator que incentivou Flávio a pedir desculpas a Michelle foi a sequência de notícias negativas divulgadas nos últimos dias relacionando o senador ao rumoroso Caso Master.
Interlocutores do parlamentar avaliam que a reconciliação pública com Michelle criou um fato positivo para a campanha de Flávio, ajudando a ofuscar essas notícias negativas recentes.
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Horas antes da divulgação do vídeo, veio à tona a notícia de que o ministro do STF André Mendonça havia autorizado abertura de um inquérito para investigar Flávio pelos repasses de Daniel Vorcaro ao filme Dark Horse.
Um dia antes de o senador divulgar o vídeo estendendo bandeira branca com a madrasta, o Metrópoles também revelou, na coluna Tácio Lorran, mais uma relação do primogênito de Jair Bolsonaro com o Caso Master.
A reportagem informou que o escritório de advocacia de Flávio emitiu e posteriormente cancelou duas notas fiscais que somavam R$ 1 milhão em favor de uma empresa de fachada apontada como utilizada por Daniel Vorcaro.
Na avaliação de aliados, a pacificação com Michelle ajuda o senador a tentar virar a página do noticiário negativo e a animar a militância da direita, reduzindo os danos provocados pelo Caso Master na campanha.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Igor Gadelha.





