A secretária nacional de Mulheres do Partido dos Trabalhadores (PT), Mazé Morais, avalia que o eleitorado feminino terá um papel decisivo na disputa presidencial em meio a um cenário político acirrado.
Diante desse protagonismo, ela defende que as mulheres não participem da campanha “apenas para pedir voto”, mas também estejam no centro das decisões e da construção de políticas públicas em debate.
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do Metrópoles
“As mulheres não estão na campanha apenas para pedir voto, elas estão nas ruas para defender o que foi conquistado, pautar o que ainda precisa mudar e disputar os espaços de poder. Essa é a força das mulheres na campanha do presidente Lula e na construção do Brasil que queremos”, defende a dirigente petista em entrevista ao Metrópoles.
A secretária argumenta que, além de formar maioria do eleitorado, mulheres tendem a votar de maneira mais consciente, o que torna a disputa por esse eleitorado mais estratégica.
“Elas votam com uma consciência muito grande, porque votam em cima daquilo que acreditam que o governo do presidente Lula mudou na vida delas, seja na economia, na educação, na saúde, seja no enfrentamento e combate à violência contra as mulheres”, ressalta.
“É a eleição das nossas vidas, e as mulheres vão definir essas eleições. [A mulher] não vota por votar”, diz a dirigente.
Voto em disputa
- Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), há cerca de 83,8 milhões de mulheres aptas a votar neste ano — o equivalente a 52,8% do eleitorado nacional.
- Nesse contexto, os postulantes ao Palácio do Planalto fazem gestos em busca do voto feminino.
- O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tem vantagem sobre o principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL) entre este público.
- De acordo com pesquisa Quaest, divulgada na segunda-feira (21/9), o petista avançou três pontos percentuais entre o segmento, passando de 25% para 28% das intenções de voto.
- Flávio, por sua vez, pontua 22%. A diferente entre os dois é de seis pontos percentuais.
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Mazé Morais, secretária nacional de mulheres do PT
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KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Apesar da vantagem de Lula sobre esse segmento, Mazé ressalta que é importante “não se acomodar”, pois o cenário eleitoral é complexo. A nove dias para o primeiro turno, o partido prevê uma série de mobilizações pelo país para “dar um gás” na campanha de reeleição.
A secretária também elogia a participação da primeira-dama, Janja Lula da Silva, na corrida. Segundo a secretária, ela tem adotado um papel de “escuta” junto aos movimentos sociais e mulheres durante a campanha.
“Ela tem tido um papel fundamental, dialogando com movimentos sociais, centrais sindicais e trabalhadoras da educação e da saúde”, destaca. “Não é uma primeira-dama que fica apenas sentada, ela vai para a luta e faz a defesa das mulheres, do povo brasileiro e da soberania”, frisa.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Daniela Santos.




