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Copom reduz taxa Selic em 0,25 ponto e juros caem para 14% ao ano

Por Gabriela Pereira
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, nesta quarta-feira (5/8), reduzir a taxa básica de juros do Brasil, a Selic, para 14% ao ano, mantendo um ciclo de cortes após descer a taxa a 14,25% na última reunião. Antes disso, a Selic se manteve em 15% ao ano por cinco reuniões consecutivas.

A decisão já era esperada por participantes do mercado financeiro, que já precificavam uma queda de 0,25% nesta reunião. 

Apesar de esperar pela redução, o mercado se dividiu quanto ao tom do comunicado e sobre o momento apropriado para diminuição dos juros. Parte dos especialistas espera por um comunicado que indica a finalização dos cortes, enquanto a outra parte espera um guidance de mais uma redução.

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Decisão do Copom

Os diretores do Copom são responsáveis por decidir se vão cortar, manter ou elevar a taxa Selic. Isso porque é missão do Banco Central (BC) controlar o avanço dos preços de bens e serviços do país, que seguem subindo, mas com menos força.

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Na última ata do comitê, no entanto, o colegiado demostrou cautela quanto ao cenário internacional, afetado pelo conflito geopolítico no Oriente Médio.

O Copom destaca que o ambiente externo permanece incerto em função da indefinição sobre os termos do acordo para cessar os conflitos armados no Oriente Médio e as consequências dos efeitos desses conflitos. “Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities”, diz trecho.

Entenda a situação dos juros no Brasil

  • A taxa Selic é o principal instrumento de controle da inflação.
  • Os integrantes do Copom são responsáveis por decidir se vão cortar, manter ou elevar a taxa Selic, uma vez que a missão do BC é controlar o avanço dos preços de bens e serviços do país.
  • Ao aumentar os juros, a consequência esperada é a redução do consumo e dos investimentos no país.
  • Dessa forma, o crédito fica mais caro e a atividade econômica tende a desaquecer, provocando queda de preços para consumidores e produtores.

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Expectativas do mercado para a Selic

  • Para 2027, a previsão da taxa de juros é de 10,50% ao ano.
  • Para 2028, a estimativa continua em 10% ao ano.
  • Para 2029, a estimativa é de 9,50% ao ano.

As previsões indicam que o mercado não crê que a taxa Selic fique abaixo de dois dígitos até o fim do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2026, e sequer do atual mandato de Gabriel Galípolo à frente do BC, que termina em 2028.

Calendário do Copom

  • 27 e 28 de janeiro;
  • 7 e 18 de março;
  • 28 e 29 de abril;
  • 16 e 17 junho;
  • 4 e 5 de agosto;
  • 15 e 16 de setembro;
  • 3 e 4 de novembro;
  • 8 e 9 de dezembro.

Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Gabriela Pereira.