O jogador de futebol machucou o joelho depois de ter sofrido um escorregão na linha de fundo em um jogo contra o Grêmio, no Parque São Jorge, no dia 29 de dezembro de 2020. Após a reabilitação inicial, ele voltou a atuar pelo clube, mas novos microtraumas fizeram com que fosse necessário passar por outras cirurgias e sessões de fisioterapia, que não surtiram o resultado esperado.
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No entendimento da juíza, o atleta tinha uma promissora carreira que foi encurtada justamente pela lesão. Ela também afirmou que a readaptação dele não poderia se dar na atividade na qual ele se profissionalizou, o que configuraria dano material — por essa razão, o Corinthians terá de pagar uma indenização de R$ 2,2 milhões, a maior entre as quatro estipuladas.
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do Metrópoles SP
“A perda da capacidade de exercer sua profissão de origem, especialmente para um atleta de alta performance em formação como era o reclamante, com passagens pela seleção brasileira sub-20 e em um dos maiores clubes do país, acarreta dano material”, afirmou a magistrada.
Pelos danos morais, o valor a ser pago é de R$ 200 mil. A juíza levou em consideração a responsabilidade do Corinthians, o fato de o atleta ter ficado totalmente e permanentemente incapacitado para a profissão, e o sofrimento em função das várias cirurgias e do tratamento prolongado, assim como cicatrizes decorrentes das operações.
Outra indenização de R$ 240 mil se refere à não contratação do seguro obrigatório previsto no artigo 45 da Lei nº 9.615/98 (Lei Pelé), e um último montante de R$ 261 mil diz respeito à indenização substitutiva da garantia de emprego do artigo 118 da Lei 8.213/91.
Vale notar que todos os valores devem ser corrigidos monetariamente, e sofrem incidência de juros.
Corinthians vive crise financeira
Segundo o balancete financeiro mais recente divulgado pelo Corinthians, em outubro de 2025, a dívida do clube está na casa dos R$ 2,7 bilhões, valor atingido após um crescimento de 67,2% (ou R$ 1,087 bilhão) desde 2021.
Desse total, R$ 2 bilhões se referem a pendências do clube e outros R$ 655,3 milhões ao financiamento da Neo Química Arena, em Itaquera, onde o Corinthians realiza suas partidas como mandante.
Os valores integrais da dívida devem ser atualizados nos próximos meses, com a divulgação de um novo balancete.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Gabrielle Gonçalves.




