
O operador de motosserra João Jose Gurgel Leitão morreu na tarde desta terça-feira (9), quando trabalhava em Feijó, no interior do Acre. Segundo a cunhada, Creuza Cardoso, uma árvore caiu em cima de João, que teve morte instantânea.
Um vídeo gravado por volta das 21h, cerca de 3 horas depois que chegou ao hospital, mostra o corpo ainda com sangue e sujo.

“Ontem a médica disse que ele precisava ir para Cruzeiro do Sul, ir para o IML, e não solicitou à polícia que levasse o corpo. Deixou passar a noite inteira. E hoje de manhã, o médico plantonista liberou o corpo, contradizendo o que a médica disse. Fez por uma questão de humanidade, pois até eles, aqui no hospital, sabem que está ocorrendo. Agora a funerária está levando o corpo para que possamos ao menos nos despedir dele”, disse a cunhada.
“A família inteira no hospital reunidos passando por constrangimento, a esposa e toda família sofrendo. A médica não apareceu, ela poderia ter vindo conversar melhor com a família que está fragilizada. Ela não poderia deixar o corpo como deixou”, afirmou Creuza.
A diretora-geral do hospital, Maria Izerlândia Melo, disse que não está na cidade e por isso não tem muitos detalhes sobre caso, mas afirmou ao ContilNet que não pode questionar a conduta médica.
“Não posso dizer que foi negligência. A médica disse que desconhecia a causa da morte e pediu uma avaliação do IML”, explicou.
A diretora explicou ainda que a demora pela liberação do corpo ocorreu por um conflito entre a Polícia Civil e a médica plantonista.
“Ela pediu a avaliação do IML e a Polícia Civil disse que não era caso de IML e não levou o corpo”, finalizou.



