Com fé, música e sorrisos, fiéis de todas as idades montaram os tapetes para a celebração de Corpus Christi na Esplanada dos Ministérios, na manhã desta quinta-feira (19/6).
A passagem, traçada com a ajuda de centenas de mãos, será utilizada na cerimônia religiosa da Igreja Católica no final da tarde.
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Fiéis de todas as idades se reuniram na Esplanada dos Ministérios para a montagem dos tapetes de Corpus Christi
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
A passagem será usada na santa missa no final da tarde
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Corpus Christi é uma das mais importantes datas da Igreja Católica. Celebra o mistério da eucaristia, ou seja, o sacramento do sangue e do corpo de Jesus Cristo
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Fiéis usam diversos itens para a montagem como sal, pó de café, areia, serragem e tinta para tingir
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Durante a montagem, a comunidade também celebra com muita música e hinos de louvor
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Neste ano chamou a atenção o grande número de jovens no evento
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No final do dia, a Arquidiocese de Brasília chama toda a comunidade católica do DF para uma grande missa
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Além do cuidado com as linhas e cores, os fiéis também cantam e dançam durante a montagem dos tapetes. Com violão e hinos, o autônomo Victor Hugo de Moura Leite Theodoro, de 24 anos, embalou o grupo da Paróquia São José do Lúcio Costa.
“Na montagem de todos os tapetes a grande maioria é jovem. E a juventude gosta do fervor, do amor, da alegria, da emoção. A música serve para animar. Porque aí a galera trabalha e acaba sendo um momento de diversão, descontração e de aventura também, alguns estão aqui pela primeira vez, eu estou pela quarta. A gente sempre tenta animar a galera, cantar, tocar e se divertir um pouquinho”, comentou.
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Neste ano, a Paróquia São José do Lúcio Costa decidiu confeccionar a hóstia consagrada em torno de chamas, com a frase: coração abrasador de amor. O tapete terá a hóstia consagrada em chamas, com o sagrado coração de Jesus ao meio e cálice abaixo, para representar o corpo e o sangue de Cristo.
Para Victor, Corpus Christi é uma das celebrações mais bonitas da Igreja Católica. Além do tapete, a Arquidiocese de Brasília chama toda comunidade do DF se reúne para um grande missa do final da tarde.
“Corpus Christi, como o próprio nome diz, é o Corpo de Cristo. É uma das celebrações mais antigas. É uma das festas mais bonitas. Brasília inteira vem para cá. É muito bonito ver a comunidade Católica unida, como o próprio nome diz, em torno do Corpo de Cristo. Buscando estar mais próximo do Corpo de Cristo que para nós é a eucaristia, que é o mais importante da nossa fé”, pontuou.
Cordeiro de Deus
A fiel da Comunidade Católica Shalom, a professora Patrícia Gomes de Almeida, 52, participa da montagem do tapete desde a infância quando vivia em Vitória (ES). “Montar o tapete é uma pequena manifestação de todo o amor que nós católicos temos a Jesus Eucarístico. Ele que se deu por nós e nós permite não só o adorarmos, mas também o recebermos sacramentalmente”, afirmou.
Para a confecção do tapete os fiéis usam sal, pó de café, areia, cerragem e tinta para tingir. Neste ano, a comunidade decidiu montar o cordeiro. Nathanaël Depierre, 26, missionário católico vindo da França, explicou o significado. A imagem celebra o sacrifício de Cristo pela humanidade. Abaixo do desenho o grupo decidiu escrever: Agnus Dei – que significa Cordeiro de Deus.
“Estamos fazendo do um cordeiro imolado, que está sendo transpassado pela cruz. Essa cruz vem ferir esse cordeiro. E como Jesus ele aceita essa cruz. Ele vem beija-la, abraçá-la. Ele ama a cruz. E vai brotar sangue. O sangue vai ser derramado pelo chão. E da cruz alimentada pelo sangue do cordeiro vai brotar vida. Porque é uma cruz de ressurreição. Não é uma cruz que leva à morte, mas à vida. E da cruz vão sair também galhos de videira com frutos. Jesus é a verdadeira videira”, detalhou.
Segundo o missionário, o Corpus Christi é a celebração onde a comunidade Católica comemora e vive a eucaristia. “Celebramos esse grande mistério da Igreja Católica: a presença de Deus na eucaristia. Esse sacrifício renovado todos os dias. O sacrifício de Jesus para a humanidade. É um momento de comunhão com nosso próprio Deus. É uma proximidade muito única. Essa grande graça de vive-lo todos os dias nas missas”, celebrou.




