O Acre aparece entre os estados brasileiros com maior crescimento da receita e da atividade econômica nos últimos anos, mas teve um dos menores avanços no rendimento real dos trabalhadores. Os dados estão no Boletim Fiscal dos Estados Brasileiros, elaborado pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) em parceria com o Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento (CICEF).
A Receita Corrente Líquida (RCL) do Acre cresceu, em média, 7,2% ao ano em termos reais entre 2019 e 2025. O resultado colocou o estado na terceira posição entre as unidades da Federação com maior expansão no período, atrás apenas do Maranhão, com 8%, e de Mato Grosso, com 7,7%.
A taxa ficou atrás apenas do Distrito Federal, que registrou 8,5%, e de Mato Grosso, com 7,7%. O resultado acreano superou os índices de Mato Grosso do Sul, de 5,5%; Paraíba, de 5%; e São Paulo, de 4,4%.
Na renda dos trabalhadores, entretanto, o avanço foi mais limitado. O rendimento real no Acre cresceu 9% entre o quarto trimestre de 2022 e o primeiro trimestre de 2026, colocando o estado entre aqueles com menor recuperação no período.
O Acre ficou no mesmo grupo de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Pará, estados que registraram ganhos reais inferiores a 10%.
Sergipe apresentou o maior crescimento do país no mesmo intervalo, com alta de 32% no rendimento real. Ceará, Distrito Federal, Bahia e Paraíba também tiveram avanços superiores ao registrado no Acre.
Os dados mostram um contraste entre o desempenho da receita e dos serviços e a evolução da renda. Enquanto o estado apresentou crescimento expressivo em indicadores fiscais e na atividade do setor de serviços, o ganho real dos trabalhadores permaneceu entre os menores registrados no país no período analisado.




