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Criança com fratura no fêmur volta para ambulância do SAMU após chegar ao PS

Menina de 11 anos sofreu fratura no fêmur após acidente e, segundo relatos, passou por diferentes setores antes de retornar à ambulância.

Henrique Ribeiro Por Henrique Ribeiro

Uma criança com fratura no fêmur voltou para a ambulância do SAMU após ser encaminhada ao Pronto-Socorro de Rio Branco, na tarde desta terça-feira (18). Segundo familiares e profissionais do serviço, a paciente de 11 anos foi direcionada entre diferentes setores da unidade até que, sem uma definição sobre onde deveria ser atendida, precisou retornar para a ambulância.

A criança havia sido vítima de um acidente de trânsito no bairro Estação Experimental, em Rio Branco, após uma colisão envolvendo uma bicicleta e um carro.

Criança sofreu acidente de bicicleta

Segundo informações de testemunhas, a menina descia uma ladeira de bicicleta quando teria perdido o controle do veículo após uma falha nos freios.

Um carro que trafegava pela via não conseguiu evitar a colisão e atingiu a bicicleta.

O motorista parou imediatamente para prestar socorro e acionou o SAMU. Uma equipe realizou os primeiros atendimentos no local e encaminhou a criança ao Pronto-Socorro de Rio Branco.

O condutor também acompanhou a vítima até a unidade para prestar assistência e verificar se a família precisava de algum auxílio.

Paciente chegou ao PS com fratura no fêmur

A criança chegou à unidade em estado considerado estável, mas apresentava uma fratura no fêmur direito.

Ela estava imobilizada em uma prancha rígida, com colar cervical e permanecia na maca do SAMU.

Segundo os relatos dos familiares e dos profissionais que acompanharam a ocorrência, começou então uma dificuldade para definir qual setor do hospital deveria receber a paciente.

Criança teria sido encaminhada entre setores

Inicialmente, a equipe do SAMU teria procurado o setor de traumatologia, mas, conforme os relatos, a criança não teria sido recebida naquele momento.

Os profissionais teriam sido orientados a levar a paciente para o setor de ortopedia, conhecido como “sala do gesso”.

Ao chegar ao local, porém, a equipe teria recebido orientação para retornar ao setor de trauma, sob a justificativa de que a paciente era vítima de acidente e apresentava suspeita de fratura.

A equipe teria retornado ao trauma, mas, segundo os relatos, a criança também não teria sido recebida naquele momento.

Paciente é levada para emergência pediátrica

Na sequência, os profissionais teriam sido orientados a encaminhar a criança ao setor de emergência pediátrica do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (HUERB).

Na pediatria, conforme os relatos apresentados à reportagem, os profissionais teriam informado que a paciente apresentava uma fratura no fêmur direito e que o caso estaria relacionado a trauma.

Por esse motivo, a orientação teria sido novamente retornar com a criança para o setor de traumatologia.

Durante o período em que permaneceu sendo encaminhada entre os setores, a criança continuava imobilizada e sentindo dores, segundo familiares e profissionais do SAMU.

Criança volta para ambulância do SAMU

Diante da dificuldade para definir o setor responsável pelo atendimento, a situação teria sido comunicada por rádio à Central do SAMU.

Sem uma definição imediata, a criança precisou ser colocada novamente dentro da ambulância de suporte básico do serviço, onde permaneceu aguardando uma decisão sobre o local adequado para receber atendimento.

A situação chamou a atenção da equipe de reportagem, que foi acionada para acompanhar o caso.

Após uma transmissão ao vivo realizada pela reportagem, segundo as informações obtidas no local, o Pronto-Socorro teria finalmente recebido a criança no setor de pediatria.

Governo ainda não se manifestou

O episódio provocou questionamentos entre familiares e profissionais do SAMU sobre o fluxo de atendimento e a comunicação entre os diferentes setores do hospital.

Até o fechamento desta reportagem, o Governo do Estado do Acre e a direção do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco não haviam apresentado manifestação oficial sobre os relatos.

A reportagem permanece disponível para incluir a versão das autoridades de saúde e eventuais esclarecimentos sobre o atendimento prestado à criança.