A crise no STF tem contribuído para atrasar a decisão do ministro André Mendonça sobre homologar ou não a delação premiada do empresário João Carlos Mansur, ex-dono da gestora Reag, no âmbito do Caso Master.
A proposta de colaboração foi assinada pelo empresário com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e enviada ao gabinete de Mendonça no final de agosto. Desde então, porém, ainda não houve decisão do ministro.
Rosinei Coutinho/STF2 de 4
João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos
Reprodução/LinkeDIn3 de 4
Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro
Foto: Divulgação4 de 4
Antônio Carlos Freixo Júnior
Divulgação/Entrepay
Como a coluna noticiou, Mansur foi ouvido em 3 de setembro por um juiz auxiliar do gabinete de Mendonça na chamada audiência de voluntariedade, destinada a verificar se a colaboração foi firmada de maneira espontânea.
A demora de Mendonça no caso do ex-dono da Reag contrasta com a rapidez adotada pelo ministro do STF em relação à delação premiada do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro.
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da Coluna Igor Gadelha
No caso de Mineiro, o ministro do Supremo homologou a colaboração em 9 de setembro, apenas um dia depois da audiência de espontaneidade, também conduzida por um juiz auxiliar do gabinete de Mendonça.
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Interlocutores de Mendonça argumentam que as duas delações têm níveis de complexidade diferentes. A de Mineiro seria mais simples, enquanto a de Mansur reúne mais anexos, o que exigiria uma análise mais detalhada.
Auxiliares do ministro afirmam que, nas últimas duas semanas, Mendonça teria focado sua atenção na crise interna do Supremo, marcada por uma guerra velada entre ele e o grupo do ministro Alexandre de Moraes.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Igor Gadelha.




