ENTRETENIMENTO

Crítica: Bullock e Kidman salvam o novo “Da Magia à Sedução” com nostalgia e emoção

Por Henrique Carlos

Crítica: Bullock e Kidman salvam o novo “Da Magia à Sedução” com nostalgia e emoção

Quase 30 anos depois, o reencontro das irmãs Owens nos cinemas traz uma boa dose de comédia e drama em um dos filmes mais divertidos de 2026

*As informações contidas neste texto são de responsabilidade dos colunistas e não expressam necessariamente a opinião do portal LeoDias.

Cena de “Da Magia à Sedução” (Reprodução / YouTube: Warner Bros)

Retornar a um universo tão amado após quase três décadas é sempre um risco, mas “Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor” assume essa responsabilidade tentando equilibrar o peso do passado com a necessidade de renovação. O longa chega aos cinemas no próximo dia 10 de setembro resgatando a essência de uma franquia que se tornou um verdadeiro clássico, e o faz entregando uma obra que, embora tropece em sua própria ambição, transborda coração e carisma.

Neste novo capítulo, a narrativa avança para focar nas consequências intergeracionais da maldição que assombra as Owens. Quando a adorada Tia Jet recebe um presságio irrefutável de sua própria mortalidade e o namorado da jovem Kylie entra em um coma místico, a família é forçada a cruzar o oceano rumo à Europa.

Veja as fotos

Cena de “Da Magia à Sedução”Reprodução / YouTube: Warner Bros Cena de “Da Magia à Sedução”Reprodução / YouTube: Warner Bros Cena de “Da Magia à Sedução”Reprodução / YouTube: Warner Bros Cena de “Da Magia à Sedução”Reprodução / YouTube: Warner Bros Cena de “Da Magia à Sedução”Reprodução / YouTube: Warner Bros Cena de “Da Magia à Sedução”Reprodução / YouTube: Warner Bros Cena de “Da Magia à Sedução”Reprodução / YouTube: Warner Bros Cena de “Da Magia à Sedução”Reprodução / YouTube: Warner Bros Cena de “Da Magia à Sedução”Reprodução / YouTube: Warner Bros Cena de “Da Magia à Sedução”Reprodução / YouTube: Warner Bros

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O objetivo é desbravar os perigos de uma magia mais obscura para tentar quebrar a sina que condena à morte qualquer homem que se apaixone por uma mulher da linhagem. Do ponto de vista técnico, a maior quebra de expectativa está na atmosfera. A direção optou por abandonar a fotografia quente, amanteigada e o aconchego que marcaram o final dos anos 1990.

Em seu lugar, entra uma estética visualmente mais fria e melancólica em algumas cenas, refletindo a urgência e o peso do luto que conduzem o roteiro. Essa mudança de tom, atrelada a uma duração de mais de duas horas, cobra seu preço. O filme tenta abraçar múltiplas tramas ao mesmo tempo, desde a expansão da mitologia até as crises individuais das filhas Kylie e Antonia.

Esse excesso acaba dando um baque no desenvolvimento da nova geração, não dando o tempo necessário para que as atrizes mais jovens construam o vínculo de irmandade essencial. Por outro lado, enquanto existe essa falha, o elenco principal assume as rédeas com uma força inegável.

Química entre Sandra Bullock e Nicole Kidman é um dos destaques do filme

A química entre Sandra Bullock e Nicole Kidman é simplesmente arrebatadora, fluindo com uma naturalidade que faz parecer que o tempo parou. Elas seguram o filme de ponta a ponta, trazendo a dignidade e a vivacidade que a história pede e sendo extremamente cativante com o público.

O suporte de Stockard Channing e Dianne Wiest é outro ponto altíssimo, garantindo a âncora emocional que impede a trama de se perder em meio à fantasia europeia. Enquanto isso, Joey King (Kylie) e Maisie Williams (Antonia) mandam bem, mas ficam quase apagadas ao lado das protagonistas.

“Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor” é muito nostálgico, com uma boa dose de comédia, muita nostalgia e até momentos extremamente emocionantes. O peso do tempo trouxe cicatrizes para as personagens, mas a mensagem sobre o poder da união feminina segue imbatível. Para quem gosta do primeiro filme, esse é um prato cheio. Vale a pena assistir no cinema, sem dúvidas é um dos filmes mais legais de 2026.

Nota: 7/10

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Leo Dias por Henrique Carlos.