Geral

Cúpula da PF endossa Gonet e vê ilegalidade em ordem de Mendonça

Por Pablo Giovanni
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

A avaliação entre integrantes da direção da PF é de que o PGR está correto ao questionar a validade da determinação e pedir a anulação da medida.

Gonet afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF), na noite dessa terça-feira (1º/9), que Mendonça sabia que a ordem alcançaria pessoas com foro por prerrogativa de função, entre elas Moraes.

Segundo o procurador-geral, o nome de Moraes já aparecia em informes policiais anteriores mencionados na própria determinação de Mendonça. O relator também já tinha acesso ao dispositivo eletrônico que continha os dados posteriormente detalhados pela PF.

Entre no canal de WhatsApp
da Coluna Manoela Alcântara

Por isso, Gonet sustentou que Mendonça tinha conhecimento prévio de que Moraes seria alcançado quando determinou o aprofundamento das informações. O PGR afirmou ainda que uma investigação contra integrante da Corte teria de passar pelo crivo do Plenário do STF.

No material analisado, há mensagens de Daniel Vorcaro, dono do Master, nas quais o banqueiro cita duas autoridades: o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o próprio Gonet. Nas conversas, Vorcaro pedia proteção dos dois.

Inicialmente, integrantes da cúpula da PF consideraram absurda a possibilidade de a determinação de Mendonça resultar em uma investigação não apenas contra Moraes, mas também contra Gonet e Andrei.

Agora, segundo integrantes da direção da PF, um possível encontro entre Andrei e Mendonça é considerado bastante remoto. Embora o relator tenha sinalizado que estaria disposto a conversar com o chefe da corporação, a relação entre os dois se deteriorou após a ordem de investigação.

Investigação

A controvérsia começou após Mendonça determinar à Polícia Federal que aprofundasse informações sobre uma suposta rede de influência e monitoramento atribuída ao banqueiro Daniel Vorcaro.

A determinação levou os investigadores a detalhar pessoas mencionadas nos materiais reunidos no Caso Master. Entre os nomes alcançados estavam autoridades com foro por prerrogativa de função.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Pablo Giovanni.