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De la Espriella diz ter feito 17 mil prisões em ofensiva na Colômbia

Por Manuela de Moura
Lucas Aguayo Araos/Anadolu via Getty Images

O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, afirmou que seu governo realizou 17.147 prisões nos primeiros 36 dias de gestão. O balanço foi apresentado nesta segunda-feira (14/9), durante um pronunciamento à nação, em que o presidente também destacou operações contra grupos ligados ao narcotráfico e classificou o combate ao crime organizado como uma das prioridades de seu governo.

Segundo De la Espriella, as forças de segurança atingiram 24 líderes das principais estruturas que ele classifica como “narcoterroristas” no país desde 7 de agosto, quando assumiu a Presidência. Do total, 19 foram capturados e cinco morreram durante operações policiais e militares.

“Desde 7 de agosto, foram realizadas 17.147 prisões. São mais de 17 mil prisões em apenas 36 dias de governo”, afirmou.

O presidente também determinou a análise da situação de pessoas privadas de liberdade mantidas em instalações militares ou delegacias. Segundo ele, deverão ser realizadas transferências daqueles que estiverem nesses locais sem cumprir os requisitos legais para permanecerem ali.

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Abelardo de la Espriella, presidente eleito da Colômbia

Leonardo Castañeda/Getty Images3 de 3Comando do Sul dos EUA

Linha dura contra grupos criminosos

  • Espriella assumiu com a promessa de abandonar a estratégia de negociações de paz do governo anterior, de Gustavo Petro, e ampliar as operações contra organizações armadas e criminosas.
  • A ofensiva inclui ações militares contra grupos financiados pelo narcotráfico, pela mineração ilegal e pela extorsão.
  • Nas últimas semanas, o governo realizou três bombardeios contra acampamentos de guerrilheiros na Amazônia e na fronteira com a Venezuela.
  • As operações deixaram pelo menos 42 mortos, entre eles seis menores de idade.
  • A presença de crianças e adolescentes entre as vítimas levou a Justiça colombiana a impor restrições aos bombardeios.
  • No último mês, decisões judiciais determinaram que as Forças Armadas suspendam ataques quando houver informações sobre a presença de menores nas áreas-alvo.
  • A Justiça também ordenou a retirada das redes sociais de vídeos que exibem cadáveres de supostos criminosos mortos pelas forças de segurança e interrompeu testes de pulverização aérea de plantações de drogas.
  • De la Espriella afirmou no domingo (13/9) que respeita as decisões, mas pretende contestá-las.

O governo colombiano também prepara uma proposta para classificar guerrilheiros, narcotraficantes e outras organizações criminosas como terroristas. A medida deverá ser enviada ao Congresso e prevê a criação de um marco jurídico específico para definir o terrorismo e estabelecer instrumentos de combate aos grupos enquadrados nessa categoria.

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do Metrópoles

O ministro do Interior, Rodrigo Lara, afirmou que trabalha na elaboração de um “estatuto antiterrorista”.

Durante o pronunciamento, o mandatário colombiano também diferenciou manifestações pacíficas de atos violentos. Segundo ele, protestos realizados dentro dos limites constitucionais serão respeitados, mas ações contra forças de segurança e a população civil não serão tratadas como manifestações.

“O protesto pacífico exercido dentro do marco da Constituição e da lei será respeitado e garantido pelo meu governo. Mas o terrorismo urbano, o vandalismo, a destruição de infraestrutura e os ataques contra nossa força pública e a população civil não são protesto”, afirmou.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Manuela de Moura.