Ex-profissionais do Mais Médicos fazem serviços gerais enquanto sonham reintegrar o programa. Sem preencher vagas, Governo estuda fórmula para absorver caribenhos sem Revalida
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| Manuel Francisco Gallardo atende no município de Sena Madureira ARQUIVO PESSOAL |
Durante cinco anos, o médico cubano Javier Gusmán (nome fictício) viveu uma rotina que mais parecia uma expedição. Tomava todos os meses um bote em uma cidade no Norte do Brasil para percorrer dois rios e sete aldeias indígenas, onde prestava atendimento por meio do Programa Mais Médicos. Navegava 11 horas seguidas até chegar na última delas e, durante os 15 dias que ficava pela região, atendia os pacientes onde dava — de consultórios improvisados ao chão da floresta. “Era complicado, mas era uma missão muito bonita”, ele lembra. Não era fácil. Com uma estrutura mínima, tratava doenças tropicais que só conhecia dos livros. Perdeu as contas de quantas vezes precisou atender a pacientes que haviam sido perfurados por arraias na época de seca, quando baixa o nível da água dos rios. “Nesse período, aprendi muito sobre a cultura indígena, entendi como é viver da pesca e da caça. E vi ao vivo doenças que sabia como tratar, mas só tinha visto nos livros”, conta.
Trabalhar de zelador em um posto sem médico
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| Médico cubano faz atendimento na zona rural de Sena Madureira, no Acre. ARQUIVO PESSOALSECRETARIA DE SAÚDE |
https://brasil.elpais.com/brasil/2019/01/14/politica/1547489310_740665.html?id_externo_rsoc=FB_BR_CM&fbclid=IwAR3MYl6phZmKC0vtZPFVOYffArFgom8a5ziQW7YcnYyFzqiR5pTRBhYo4OI


