O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu início a uma ofensiva para ampliar a presença entre a população de baixa renda mirando as eleições de 2026. Neste sábado (13/12), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSol-SP), dá o pontapé inicial a uma das principais apostas do Executivo para se aproximar deste público: o programa Governo do Brasil na Rua.
A iniciativa é parte da missão delegada ao novo titular da pasta responsável pela articulação com movimentos sociais. Ao assumir o posto, o ministro destacou uma das prioridades de sua gestão seria “colocar o governo na rua”, ou seja, aumentar o corpo a corpo com a população e fazer com que as ações federais cheguem na ponta.
Governo na rua
- Para este ano, a Secretaria-Geral planeja duas edições do programa: uma no Sol Nascente, neste sábado (13/12), e outra na favela de Heliópolis (SP), no próximo final de semana.
- A expectativa é que, até junho de 2026, a iniciativa chegue a 30 cidades no país, localizadas nas 27 unidades da federação. Os eventos serão sempre realizados em regiões populares.
- Os atendimentos ocorrerão ao longo de todo o dia, e serão gratuitos.
- Boulos tomou posse na SG no final de outubro, após o presidente Lula demonstrar insatisfação com os resultados apresentados pelo ministro Márcio Macêdo, então titular.
- Uma das missões do político do PSol é ampliar a interlocução do governo com movimentos sociais e comunidades para preparar a base eleitoral do petista.
Caravanas
Em meio ao esforço de aproximação, o governo também retomou o ritmo das Caravanas Federativas, programa da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), comandada pela ministra Gleisi Hoffmann (PT-PR). A iniciativa busca expandir a relação do governo federal com os municípios.
Desde setembro, foram realizadas quatro edições do evento itinerante em cidades do Rio Grande do Norte, Maranhão, Paraná e Minas Gerais. A última, em Belo Horizonte, teve a participação do presidente Lula. Na ocasião, ele defendeu a presença do governo federal nos estados.
“Nós resolvemos fazer com que o governo vá até o povo. Se a cidadã ou o cidadão não pode chegar até a cidade para acessar um serviço público, o Estado é que tem a obrigação de ir até ele”, disse.




