A defesa do soldado da Polícia Militar (PM) Vinicius Costa Silva divulgou à Polícia Civil áudios e trocas de mensagens atribuídos à esposa dele, Larissa da Cruz Morata, com o objetivo de tentar comprovar que ela já havia manifestado intenção de atentar contra a própria vida.
Vinicius é considerado suspeito de envolvimento na morte e teve a prisão mantida pela Justiça após passar por audiência de custódia nesta terça-feira (8/9). O advogado do policial, no entanto, sustenta que Larissa teria cometido suicídio.
Larissa da Cruz Morata
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Larissa da Cruz Morata e Vinicius Costa Silva
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Larissa da Cruz Morata e Vinicius Costa Silva
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Larissa da Cruz Morata
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Larissa da Cruz Morata
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O Metrópoles teve acesso ao conteúdo dos áudios, mas optou por não divulgá-los em respeito à vítima. Segundo a defesa de Vinicius, as mensagens foram enviadas à irmã do PM – a mesma que estava com o casal no momento em que a técnica em radiologia foi encontrada morta.
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do Metrópoles SP
“Quero morrer, man. Sério, tô tão saturada. Cansada de tentar fazer o meu melhor”, teria dito Larissa em conversa por meio de um aplicativo de mensagens. “Porque véi, é foda gostar tanto de alguém a ponto de não conseguir ver a vida sem a pessoa por conta da cegueira e por querer que o filho cresça com os pais juntos”, teria afirmado ainda.
Já em áudio, Larissa teria desabafado com a cunhada sobre a possibilidade de rompimento com Vinicius:
“Enfim, se você conversar com ele e ele… Você pega e fala pra ele o que você disse pra mim: que, se ele não tá feliz, é mais fácil ele terminar, entendeu? E eu vou aguentar a barra. Vou sofrer, né? Mas vou aguentar a barra. Porque eu não quero terminar, só queria que ele mudasse, mas ele não é capaz disso, então… Enfim, dá o conselho aí pra ele que você acha melhor. E eu me viro com o resto”.
O policial militar afirmou, em depoimento, que o casal havia conversado sobre o término da relação horas antes do disparo que resultou na morte de Larissa. Ela foi encontrada morta no domingo (6/9), no banheiro de casa, com um tiro na cabeça. Sob o corpo da técnica em radiologia, estava a arma do marido.
O soldado foi preso na tarde de segunda (7/9), no velório da esposa em Embu das Artes, na Grande São Paulo. Segundo apurou o Metrópoles, Vinicius foi detido pela Corregedoria da PM, levado para a delegacia do município e, posteriormente, encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes (PMRG), na zona norte de São Paulo.
O caso foi inicialmente registrado como morte suspeita. O boletim de ocorrência fala em “dúvida razoável” quanto à hipótese de suicídio.
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A Polícia Civil requisitou exames residuográficos nas mãos de Larissa e do marido, além de perícia do local, visando à análise dos vestígios e à reconstituição da dinâmica do disparo.
Vinicius Costa Silva foi preso após a Polícia Civil ter acesso elementos de ordem pericial que divergiam da versão inicialmente apresentada, informou a delegada responsável pelo caso, Bruna Cripa.
Um deles é a origem do tiro. Larissa da Cruz Morata foi encontrada com um tiro próximo ao ouvido esquerdo. Familiares, no entanto, afirmam que a jovem não era canhota.
A polícia agora fará a reconstituição da morte para esclarecer a trajetória do disparo e a posição da arma e da vítima. O revólver, o carregador, as munições e o estojo deflagrado foram apreendidos e encaminhados ao Instituto de Criminalística (IC).
Em conversa com a imprensa, a avó de Larissa, Maria Aparecida Morata, disse acreditar que a neta foi assassinada: “Ele matou ela. Ele matou porque mexia muito com o psicológico dela. Ele andava com aquela arma na cintura dele encarando os outros. Eu já sai com ele, eu sei. Ele encarava os outros. Ele mistura não sei o que aí e fica doido”.
Busque ajuda
O Metrópoles tem a política de publicar informações sobre casos ou tentativas de suicídio que ocorrem em locais públicos ou causam mobilização social, porque esse é um tema debatido com muito cuidado pelas pessoas em geral.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o assunto não venha a público com frequência, para o ato não ser estimulado. O silêncio, porém, camufla outro problema: a falta de conhecimento sobre o que, de fato, leva essas pessoas a se matarem.
Depressão, esquizofrenia e uso de drogas ilícitas são os principais males identificados pelos médicos em um potencial suicida – problemas que poderiam ser tratados e evitados em 90% dos casos, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria.
Está passando por um período difícil? O Centro de Valorização da Vida (CVV) pode ajudar você. A organização atua no apoio emocional e na prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, e-mail, chat e Skype, 24 horas, todos os dias.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Gabrielle Gonçalves.




