Em meio à repercussão da nova prisão de Deolane Bezerra, a delegada Maria Corsato, que atuou em uma das investigações envolvendo a influenciadora, relembrou detalhes do cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência da advogada. Em entrevista ao podcast “Café com Pires”, apresentado pelo policial Léo Pires, ela afirmou que procurou minimizar o impacto da ação policial para a filha de Deolane, Valentina, e declarou que as joias e os relógios encontrados no imóvel eram falsos.
A operação mencionada pela delegada ocorreu em 13 de julho de 2022, quando a Polícia Civil de São Paulo cumpriu mandados de busca e apreensão na casa da influenciadora, em Alphaville, Barueri, enquanto investigava supostos crimes de lavagem de dinheiro da influenciadora ligado a uma casa de aposta esportiva. Na ocasião, segundo informações obtidas e divulgadas pela colunista Fabia Oliveira, do portal Metrópoles, foram apreendidos um relógio dourado da marca Bulgari, um relógio prateado da mesma marca, um relógio dourado da Rolex e outro relógio prateado também da Rolex. Segundo Maria Corsato, todos esses itens eram falsificados.
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Ao recordar a operação, Corsato contou que orientou a equipe para evitar que a filha da influenciadora, que na época tinha apenas 6 anos, presenciasse a movimentação policial. “Falei assim ‘você tem uma filha, né? Eu não quero que ela veja a movimentação de policiais na sua casa, quero preservar ao máximo. Onde ela está vai ser o último lugar que a gente vai entrar. Quando a gente for entrar, nós vamos ficar em outro cômodo, tira sua filha e leva pra outro lugar’”, relatou.
Delegada afirma que objetos de luxo eram falsificados
Na sequência, Maria Corsato disse que, durante as buscas, não foram encontrados valores em dinheiro e afirmou que os acessórios de luxo apreendidos não eram autênticos.
“Foi feito desse jeito. Não tinha nada, não tinha dinheiro. O que ela tinha de relógio e joia era tudo falso. Mesmo sendo falso, a gente trouxe. Tinha um computador pequenininho e o celular dela, que foram trazidos”, recordou.
A delegada também ressaltou que nenhum pertence da família foi levado além do que constava na ordem judicial. “Não foi pego nada da família, ela assinou o que tinha que assinar. Eu coloquei tudo na mesa da sala dela, foi filmado. Depois cumprimos outro mandado e os carros foram trazidos”, detalhou.
Discussão com advogada de Deolane
Durante a entrevista, Corsato ainda descreveu o momento em que encontrou a advogada de Deolane, Adélia Soares, na delegacia. Segundo ela, a defesa questionou a legalidade do cumprimento do mandado.
“Fomos pra delegacia e chegando lá está a advogada dela, a tal Adélia Soares. Aí [falou] ‘mas não pode’. Falei, ‘doutora, é a ordem judicial’. [E ela] ‘é, mas vocês são de São Paulo e foram cumprir em Barueri. Cadê o cumpra-se?’. Falei ‘está aqui o e-mail’”, comentou.
Na sequência, a delegada afirmou que explicou que a autorização havia sido encaminhada eletronicamente pelo magistrado responsável. “‘Saiu o mandado de São Paulo, mandei pro juiz de Barueri e ele deu o cumpra-se no e-mail. [E ela insistiu] ‘mas ele não escreveu o mandado’. Falei ‘doutora, o e-mail dele aqui [mostrando o celular]. [E ela] ‘ele não escreveu, isso é ilegal’. [Eu disse] ‘então… [toma as providências]’”, pontuou.
Maria Corsato também afirmou que a advogada permaneceu na delegacia por cerca de três horas discutindo o procedimento. “E ela sentou na minha frente e ficou 3 horas. Eu não tinha nada pra fazer, né? Eu tinha um milhão de coisas e ela ficou 3 horas falando na minha frente”, disse.
Por fim, a delegada contou que encerrou a conversa ao informar que não tinha previsão para a devolução dos veículos apreendidos. “Pelo respeito pela advocacia, chegou uma hora que falei ‘doutora, eu preciso continuar as coisas aqui’. E ela foi embora, [e perguntou] ‘e quando vai ser devolvido o carro?’. Falei ‘não sei’. [Respondeu] ‘vou entrar com o pedido’. Falei ‘pede lá pro juiz porque aqui é não, não sei quando vai ser. Eu tenho que olhar, não tenho data’”, concluiu.




