
A Região do Juruá, em Cruzeiro do Sul, é famosa pelas jazidas de areia e argila. Há anos, a abundância destes insumos, fundamentais para a construção civil, tem atraído empresas de fora do Estado, que atestam interesse na exploração de minérios, quando, na verdade, estão de olho nesses outros sedimentos. Desde 2017, uma cooperativa mato-grossense tenta adquirir o direito de exploração na região, inviabilizando a extração por empresas locais.
Conforme o empresário do setor mineral de Cruzeiro do Sul, Josias Silva, o que a mineradora do Mato Grosso está fazendo é uma maneira de burlar a legislação. “Se eles fossem requerer uma área para explorar areia, seria de até 50 mil hectares, mas, para exploração de diamantes, são até 10 mil hectares por processo e eles fizeram cerca de 20, inviabilizando todas as áreas que tem areia”, protestou.
O Presidente da FIEAC explicou ainda que se tratam de áreas de interesse comercial e social da cidade. “É muito difícil para nossos pequenos empresários competirem. Inclusive esses garimpeiros do Mato Grosso ficam ameaçando cobrar royalties da exploração dessas jazidas”, lamentou.
O Diretor da ANM informou que a documentação da Cooperativa de Ponte e Lacerda está sob análise e que, se os requerimentos de exploração forem indeferidos, as áreas poderão ir à leilão e ainda serem cedidas provisoriamente para exploração a uma cooperativa local. “Não podemos permitir que nossa legislação, que é arcaica, seja utilizada para especulação , impedindo a produção. Nós vamos buscar uma saída para resolver esse problema do Acre”, garantiu.




