Identificar e explorar oportunidades de investimento nas áreas de comércio, tecnologia e energia. É esse o objetivo de uma viagem internacional para a Ucrânia idealizada pelos deputados federais General Pazuello (PL), General Girão (PL) e Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PL), mas que enfrentam obstáculos para tirar ideia do papel.
A missão internacional foi oficializada em um requerimento apresentado na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados em junho deste ano.
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do Metrópoles
Em contrapartida, os três deputados argumentaram que o Brasil pode exportar os conhecimentos adquiridos pela Ucrânia na área de drones durante os últimos anos de guerra — tanto para uso militar quanto civil.
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O que os deputados querem fazer na Ucrânia?
- Realizar encontros com o Parlamento da Ucrânia, o Ministério de Energia e a agência nacional de reconstrução ucraniana.
- Identificar projetos prioritários nos segmentos de geração de energia limpa, redes de distribuição elétrica, biocombustíveis e armazenamento energético, nos quais empresas brasileiras possam atuar.
- Promover iniciativas de cooperação técnica e comercial entre os dois países.
- Avaliar mecanismos de financiamento disponíveis a nível nacional e multilateral para projetos de parceria entre os dois países.
Viagem encontra resistência na Câmara dos Deputados
Mesmo aprovada na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDN), a viagem dos deputados federais enfrenta resistência, e não tem data para acontecer. Para se tornar realidade, a missão precisa ser aprovada pela Presidência da Câmara dos Deputados, nas mãos do deputado Hugo Motta (Republicanos).
Apesar de conversas com parlamentares nos últimos meses para alinhar a missão, interlocutores da diplomacia ucraniana enxergam com ceticismo o possível aval de Motta para a viagem de Pazuello, Girão e Luiz Philippe.
Na avaliação de diplomatas ucranianos ouvidos pelo Metrópoles sob condição de reserva, a aproximação do presidente da Câmara dos Deputados com o presidente Lula é um indício claro que de nada deve acontecer nos próximos meses. Isso porque, explicam, o governo federal pouco tem feito para se envolver em iniciativas relacionadas à Ucrânia — postura que deixou o lado ucraniano insatisfeito e resultou no afastamento diplomático entre os dois países no último ano.
“Vocês viram que o Hugo Motta declarou apoio à Lula dias atrás?”, ironizou um diplomata ucraniano. “A viagem não deve acontecer antes das eleições. Depois disso, talvez em novembro ou dezembro, nós podemos retomar as conversas sobre a viagem”.
Questionado pela reportagem sobre o assunto, o atual presidente da CREDN e um dos parlamentares que tentam realizar a viagem, deputado federal Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PL), foi mais duro e acusou Lula e Motta de serem coniventes com a Rússia.
“Nada do que aprovarmos [na comissão] vai passar na Câmara, porque o Hugo Motta obedece o governo Lula, que é alinhado com a Rússia de Vladimir Putin”, afirmou o parlamentar.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Junio Silva.




