No Ramal dos Pinheiros, em Rodrigues Alves, o Deracre executou 7,7 quilômetros de serviços para melhorar o acesso de cerca de 30 famílias. As equipes retiraram pontos críticos, fizeram limpeza e drenagem, desobstruíram bueiros e executaram aterros. Pela estrada passam moradores, estudantes e a produção das propriedades.
A governadora Mailza Assis destacou o trabalho realizado nos ramais de Rodrigues Alves e a importância de manter esses acessos em melhores condições para as comunidades rurais.
“Eu vim trabalhar, vim dar aula com a minha irmã, que também era professora. Comecei dando aula para as crianças. Agora eu tô fora da sala e já tô completando 29 anos de sala de aula. Naquela época eu dava aula no ramal. Saía cedo, a pé, e voltava com os meninos, porque tinha criança daqui e de lá.”
Hoje, Leide continua na comunidade. Na propriedade, cria porcos e mantém sua produção. O mesmo ramal por onde caminhava para chegar à escola é usado para sair de casa, levar o que produz e chegar à cidade.
Ela acompanha o trabalho do Deracre e fala do que vê no caminho:
“Eu moro aqui há 23 anos e já vi muita coisa mudar. Hoje, quando o Deracre entra e melhora o ramal, a gente sente a diferença. Fica melhor para passar, para sair daqui e principalmente para levar a produção. Para quem mora no ramal, isso é muito importante.”
Maria Amélia e os anos no sítio
Maria Amélia Borges da Silva chegou à região em 1992, acompanhando o marido, Sérgio. Quando os dois chegaram, a mata ocupava os dois lados da estrada. Começaram a trabalhar na terra, plantando feijão e tabaco e criando gado.
“Quando a gente chegou aqui, só era mata. Do outro lado também era mata. Só tinha um roçado que o pessoal tinha feito. Aí brocaram o roçado e plantaram.”
A estrada foi melhorando com o passar dos anos. Maria Amélia lembra de quando o acesso era uma passagem estreita.
“Era muito difícil pra cá. Depois foi melhorando, foram abrindo a estrada. Já tinha estrada, mas era só uma picada, era só estreita. E estamos até hoje.”
Mais de três décadas depois, Maria Amélia continua no sítio. Tem casa na cidade, mas fica poucos dias antes de voltar.
“Nós temos casa na cidade, mas a gente vai pra lá, passa uns diazinho e volta de novo. A gente gosta da vida do campo. A gente nasceu e se criou no campo. Fora a paz, né?”
Hoje, as equipes do Deracre trabalham no caminho que Maria Amélia conhece desde que chegou à região. Ela acompanha o serviço e vê a melhoria no acesso da propriedade.
“A gente já passou por muita dificuldade nesse caminho. Hoje a gente vê o Deracre trabalhando aqui e fica contente, porque melhora para nós que moramos no sítio. Quando a estrada fica melhor, fica mais fácil sair, trazer as coisas e continuar trabalhando aqui.”
Maria Amélia continua no sítio. A casa na cidade existe, mas é para lá que ela volta depois de alguns dias. O caminho até a propriedade, conhecido por ela desde 1992, hoje recebe o trabalho do Deracre.






