Nos últimos meses, uma mudança no curso do Rio Acre, especificamente em Porto Acre, tornou-se uma curiosidade e um ponto turístico, proporcionando alívio nas altas temperaturas. Apelidada de “Cachoeira do Abraão,” essa queda d’água atrai centenas de banhistas que encontram no local uma maneira de escapar do calor escaldante.
Durante essa investigação inicial, foram identificados dois poços dentro do rio, próximos à queda d’água, com profundidades de 6,10 metros e 8,5 metros. A presença desses poços sublinha a complexidade da “Cachoeira do Abraão,” e os pesquisadores estão avaliando a viabilidade de transformá-la em um ponto turístico, considerando questões como poluição e degradação.
O local onde a cachoeira é visível apresenta um canal com dupla utilização. Quando o rio está em um nível alto, a água flui por um lado, passando por um barranco de 15 metros de areia. Em contrapartida, durante períodos de seca, como o observado este ano, o rio flui pelo local onde a cachoeira se forma.
De acordo com relatos de moradores, a cachoeira pôde ser vista pela última vez durante uma seca severa há 60 anos. O estudo sobre o curso do rio e os impactos do turismo na região está sendo conduzido em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), conforme informações do professor.
Pesquisas e Descobertas
A geógrafa doutora Elizabete Cavalcante enfatiza a importância do reconhecimento do local para avançar nas pesquisas. Ela observa que o surgimento da cachoeira é um evento raro, ocorrendo somente uma vez a cada seis décadas, como indicam os registros.
Este verão tem sido particularmente rigoroso, caracterizado por uma seca pronunciada. A área à direita da cachoeira, que atualmente está exposta, costumava ser uma parte alagada do rio, conhecida como planície de inundação. No entanto, devido à seca, essa área profunda, chamada de várzea, foi a única que permaneceu. A pesquisadora ressalta que essa situação é temporária e, com a chegada das chuvas, o rio preencherá novamente toda a região exposta, ocultando a cachoeira. Isso torna a “Cachoeira do Abraão” um fenômeno intermitente e passageiro, em vez de uma característica permanente.
Elizabete Cavalcante também esclarece como os poços se formam. Quando a água desce pela cachoeira, forma-se um turbilhonamento, gerando redemoinhos que criam os chamados marmitas, que são esses poços. Essas áreas profundas e com correnteza forte são onde ocorrem a maioria dos incidentes, devido à sua natureza traiçoeira.
Além de analisar a paisagem e o surgimento de bancos de areia, os pesquisadores estão examinando o assoreamento das margens do rio e a dinâmica do canal do rio em relação a esse fenômeno intrigante conhecido como a “Cachoeira do Abraão.”
algumas informações segundo o G1AC.




