A taxa de desemprego no Brasil registrou uma queda significativa no trimestre encerrado em novembro de 2024, atingindo 6,1%. Esse é o menor índice desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), em 2012. O número representa uma redução de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e uma queda de 1,4 ponto percentual em comparação ao mesmo período de 2023, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A população desalentada, ou seja, pessoas que desistiram de procurar emprego, totalizou 3 milhões, o menor número desde o primeiro trimestre de 2016. O porcentual de desalentados foi de 2,7%, mantendo-se estável no trimestre, mas com uma queda de 0,3 ponto percentual em relação ao ano anterior.
Em relação aos setores de emprego, o número de trabalhadores no setor privado atingiu 53,5 milhões, um recorde, com crescimento de 1,3% (mais 661 mil pessoas) no trimestre e 4,6% (mais 2,4 milhões) no ano. O número de empregados com carteira assinada no setor privado também foi recorde, com 39,1 milhões, marcando um aumento de 1,3% no trimestre e 3,7% no ano. Já o número de empregados sem carteira assinada no setor privado foi de 14,4 milhões, com estabilidade no trimestre e crescimento de 7,1% no ano.
O número de trabalhadores no setor público ficou estável no trimestre, com 12,8 milhões, mas subiu 5,6% no ano, com 685 mil pessoas a mais. O número de trabalhadores por conta própria foi de 25,9 milhões, com alta de 1,8% (mais 467 mil pessoas) no trimestre, enquanto o número de trabalhadores domésticos aumentou para 6 milhões, com crescimento de 3,2% (mais 185 mil pessoas) no trimestre.
A taxa de informalidade foi de 38,7% da população ocupada, representando 40,3 milhões de trabalhadores informais. Esse número ficou estável em relação ao trimestre anterior e teve uma pequena queda em relação ao mesmo período de 2023, quando foi de 39,2%.





