
A enchente histórica do Rio Acre em 2024 deixou um legado de destruição e desafios nas cidades acreanas de Assis Brasil, Brasileia, Epitaciolândia, Xapuri, Rio Branco e Porto Acre. Além dos danos causados pela própria inundação, um fenômeno adicional tem se destacado: os deslizamentos de terra e desbarrancamentos, que estão ampliando as dificuldades enfrentadas pela Defesa Civil.
O impacto dos deslizamentos está se mostrando tão significativo quanto a maior enchente já registrada em 2015 na capital acreana. Esse fenômeno não apenas aumenta o número de desabrigados, mas também coloca em risco a segurança e a estabilidade de diversas áreas urbanas.

Em Rio Branco, onde a enchente atingiu seu segundo maior nível já registrado, a situação é ainda mais crítica. Mais de 100 famílias perderam suas residências, e a Defesa Civil está sobrecarregada com um volume significativo de pedidos de vistorias em áreas afetadas pelos deslizamentos.
O tenente-coronel Falcão, coordenador da Defesa Civil da capital, destacou que a demanda por vistorias é alta, com mais de 2.000 solicitações até o momento. A redução do efetivo da Defesa Civil em comparação com a demanda tem gerado atrasos no atendimento, mas medidas estão sendo tomadas para garantir a segurança das famílias em áreas de risco.
O monitoramento de 62 áreas em Rio Branco em situação de risco hidrológico ou geológico revela a magnitude do desafio enfrentado pela Defesa Civil. O coordenador ressaltou a importância de categorizar o risco e agir de forma proativa para evitar tragédias maiores.
Recentemente, deslizamentos foram registrados em bairros como Cidade Nova e 6 de Agosto, demonstrando a urgência de medidas preventivas e de realocação das famílias em áreas de alto risco.
Via Ac24horas.




