09 de Março de 2020 YACONEWS
Documentos divulgados por um grupo de advogados revelam que Susy, cujo nome de batismo é Rafael Tadeu de Oliveira dos Santos, cometeu o crime em maio de 2010, no bairro União de Vila Nova, na capital paulista. De acordo com os autos de um pedido de revisão criminal feito pela defesa à Justiça, após abusar da vítima, um menino de 9 anos, “com a finalidade de assegurar a impunidade pelo crime anterior, o peticionário matou o ofendido mediante meio cruel, consistente em asfixia, e se valendo de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, haja vista tratar-se de criança, com mínima capacidade de resistência”.
A Secretaria da Administração Penitenciária confirmou que a reeducanda Susy cumpre pena por homicídio triplamente qualificado e estupro de vulnerável (menor de 14 anos).
O Tribunal de Justiça de SP informou neste domingo que, por se tratar de processo que tramita sob segredo de Justiça, não poderia se pronunciar sobre o caso.
Nas redes sociais, internautas criticam Varella e o programa Fantástico. “O que o Sr. Tem a dizer para os pais das crianças que foram vítimas do Susy?”, questionou ao médico um membro do Facebook. Outro, por sua vez, disse “que seria de bom tom que o Fantástico esclarecesse a acusação que estão fazendo à trans Susy”.
Em esclarecimento postado em seu Twitter, Drauzio Varella afirmou que, no caso da reportagem do Fantástico, nada perguntou às entrevistadas sobre os delitos cometidos. Disse que adota essa conduta para evitar que seu julgamento pessoal interfira em seu trabalho. “Sou médico, não juiz”.




