A vitamina B12 tem um papel mais relevante do que muitos imaginam, principalmente entre pessoas com 60 anos ou mais. A deficiência desse nutriente, comum nessa faixa etária, está associada a alterações neurológicas e cognitivas, que podem incluir fadiga, esquecimento, depressão, dificuldades de equilíbrio e coordenação, formigamentos, perda de sensibilidade e outros sintomas pouco específicos.
Pesquisas indicam ainda que a falta de B12 pode evoluir para quadros de demência em idosos, com manifestações cognitivas semelhantes às da doença de Alzheimer. O problema é que, além da gravidade dos sintomas, a carência dessa vitamina costuma se instalar de forma silenciosa, podendo permanecer sem sinais aparentes por muito tempo. Isso favorece o desenvolvimento de uma deficiência crônica, capaz de gerar danos neurológicos irreversíveis. Diferentemente do que ocorre com a vitamina D, o diagnóstico da deficiência de B12 é mais complexo.
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De acordo com o Consenso da Associação Brasileira de Nutrologia sobre diagnóstico, profilaxia e tratamento da deficiência de vitamina B12, os idosos integram o grupo de maior risco: a ausência da vitamina pode atingir até 40% dessa população. As causas variam desde uma alimentação inadequada até o uso de medicamentos que comprometem a absorção, passando por doenças específicas e histórico de cirurgia bariátrica.
Embora a vitamina esteja presente em alimentos de origem animal — como carnes, peixes, ovos e laticínios —, sua absorção nem sempre é eficiente nos idosos, já que depende de um processo intestinal complexo. Nessas situações, pode ser necessária a suplementação, sempre sob orientação médica. O tratamento pode ser feito por via intramuscular ou sublingual, sendo esta última considerada tão eficaz quanto a injetável, além de indolor, de rápida absorção e sem passar pelo trato gastrointestinal.




