Dados recentes da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico indicam que o Brasil avançou no cumprimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6, da Organização das Nações Unidas, mas ainda enfrenta desigualdades significativas no acesso à água e ao saneamento.
O ODS 6 prevê que, até 2030, o país garanta a disponibilidade e a gestão sustentável da água e do saneamento para toda a população.
“Mais do que uma questão de cobertura, o problema está em quem ainda fica para trás. Populações em áreas rurais, periferias urbanas e territórios historicamente excluídos concentram os maiores déficits”, destacou a ANA, em nota.
A agência também aponta que os impactos da falta desses serviços recaem de forma desproporcional sobre mulheres e meninas, que assumem a responsabilidade pela coleta de água e cuidados domésticos, ficando mais expostas a riscos sanitários e situações de vulnerabilidade.
Segundo a professora da Universidade de Brasília, Vera Lessa Catalão, a preservação dos recursos hídricos passa por mudanças no padrão de consumo e pelo reconhecimento do papel das mulheres na gestão da água, especialmente em regiões com acesso precário.
Para a presidente do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, a desigualdade no saneamento impacta diretamente o desenvolvimento do país. Crianças com acesso a esses serviços estudam, em média, dois anos a mais do que aquelas sem acesso, o que influencia renda e oportunidades no futuro.
O cenário, segundo especialistas, reforça a necessidade de integrar políticas de água, saneamento, clima e justiça social para reduzir desigualdades e garantir direitos básicos à população.
Fonte: Agência Brasil.




