O número de ativistas ambientais mortos no Brasil dobrou em 2025, segundo relatório da ONG Global Witness divulgado nesta quarta-feira (16/9). O país é considerado o segundo mais perigoso para defensores do meio ambiente, atrás apenas da Colômbia.
Em 2025, 26 ativistas foram mortos no país. Na Colômbia, foram 39. A América Latina responde, novamente, pela maioria dos casos registrados, padrão que segue por mais uma década.
“Esse nível persistentemente elevado de ataques letais reflete falhas generalizadas do Estado em proteger defensores do meio ambiente”, destaca o documento.
No Brasil, todos os casos, exceto um, foram motivados por conflitos fundiários, como reivindicações indígenas pelo reconhecimento de terras e demandas de reforma agrária. Entre as vítimas estão 11 pequenos agricultores e sete indígenas. Metade dos casos foi registrada em Rondônia e no Pará.
Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todasVer todas as newsletters
Violência contra ativistas no mundo
Em todo o mundo, foram registrados 124 assassinatos de defensores do meio ambiente. Desde o início do levantamento da Global Witness, em 2012, foram 2.375 casos contabilizados.
Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles
“Cada uma dessas mortes representa uma tentativa, da forma mais brutal, de intimidar os movimentos que resistem às violações dos direitos humanos e ambientais. Lembramos das famílias, amigos e comunidades que ficaram devastadas por cada ataque”, destaca o relatório.
Quase três quartos das mortes vitimaram indígenas e pequenos agricultores.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Thays Martins.




